Turismo; por trás da beira-mar
Além disto, ai está os principais equipamentos hoteleiros e de apoio a atividade turística, emoldurado por belíssimos edifícios residenciais, compondo um conjunto de elevado valor econômico e paisagístico. Não bastassem os recursos naturais e artificiais, o ambiente é agraciado por magníficos recursos humanos a servir os consumidores, geralmente possuidor de forte potencial aquisitivo.
Será que a Fortaleza Bela é somente a beira-mar? Existe potencialidade noutros espaços da cidade?
O professor Ricardo Anzola Betencourt, ex-diretor de turismo da OEA, em Seminário realizado em São Paulo, no Maksoud Plaza, ainda na década de 80, mostrou extraordinárias experiências feita nos Estados Unidos e em alguns paises andinos e caribenhos. A base de uma economia solidária comunidades indígenas pobres conseguiram se associar de forma cooperada para explorar a atividade turística. Muitas destas comunidades viviam em áreas rurais ou no entorno dos grandes centros urbanos marginalizadas pelo modelo de desenvolvimento. Após a implantação de alguns programas de inclusão muitos destes povos conseguiram, através do turismo, sua sustentabilidade e passaram a ser importantes centros de atração turística.
Os bairros por trás da beira-mar poderão ser muito mais facilmente turístificados que as comunidades citadas acima, pois além de possuírem as mesmas potencialidades humanas e culturais(folclore, artesanato, gastronomia,etc…), muito destes lugares possuem ancoras turísticas( Chico da Silva-Pirambu, José de Alencar-Messejana, Vicente Pinzon-Serviluz, II Guerra Mundial-PICI,etc…) que tematizadas poderiam fazer o diferencial da cidade; amplia a oferta, descumpri me a explosão de demanda da beira-mar, enseja a inclusão social, etc…
Dárdano Nunes de Melo
Téc. em turismo, prof. do IFCe e diretor do sindicaturismo
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