A dominação do machismo

03/03/2015 A dominação do machismo
 
Que é uma opinião é rasteira, não há dúvidas, mas é ainda mais lamentável que tal opinião tenha sido emitida por uma mulher.
 
Antes de qualquer coisa, fico pensando se a moça tem marido e filhos, uma vez que ela acha que isso se traduz em "alguém que possa criar problemas". Mas caso tenha, sugiro que faça uma "DR" com sua família para tentar ver o lado bom de ter marido e filhos. Em segundo lugar, a presidente Dilma tem filha e neto, o que preenche sua vida familiar, mantendo a conexão com o mundo real que a mídia brasiliense parece não frequentar, desfilando nos tapetes dos corredores políticos e achando que faz parte desse mundo de devaneios.
 
Há poucos dias vimos como os patrões desses jornalistas tratam a categoria quando não são mais úteis aos seus interesses. Talvez por isso, alguns se rendam tão facilmente.
 
Mas voltando ao ponto que efetivamente nos interessa: o machismo. Fica claro, a partir da opinião da jornalista, que este ainda é um preconceito muito entranhado no imaginário da sociedade. No próximo domingo (08), estaremos comemorando o Dia Internacional da Mulher, uma ocasião especial para que seja feita uma profunda reflexão sobre o componente machista que também está presente na abordagem que a mídia tradicional e conservadora faz sobre o governo da Presidente Dilma Rousseff.
 
Nossa presidente não se enquadra nos padrões tradicionais ainda vigentes sobre o papel da mulher. Guerrilheira na juventude, economista e executiva de destaque na carreira profissional, militante de esquerda na trajetória política. Esse de fato não um perfil que atenda às expectativas conservadoras. Por outro lado, é uma mulher forte e ao mesmo tempo sensível. Emociona-se ao falar sobre suas companheiras de luta, se enternece ao brincar com o neto, defende com firmeza suas opiniões, fala “duro” com ministros e parlamentares, quando necessário e não se rende às agressões da imprensa. Essa é, em minha opinião, a nossa presidente.
 
Quanto aos problemas do Brasil, eles são frutos de mais de 500 anos de dominação de uma elite alienada que nunca olhou para seu País como sua pátria. Que se espelha em uma Europa e Estados Unidos dos seus sonhos de colonizados. Incapaz de perceber e apoiar as mudanças  em curso e de valorizar nossa cultura e nossas potencialidades. 
 

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