Valorização do professor
E não é a primeira vez que falamos sobre isso em plena semana de comemoração ao Dia do Professor. Tampouco será a última, enquanto não estiver arraigada em nossa sociedade a valorização à profissão e ao ensino. Sim, porque tanto o professor como a escola, ambos da esfera pública, não recebem a merecida atenção e respeito dos governos e da sociedade.
O que se constata é que alunos, professores e servidores esperam, cada dia mais, a época em que a educação no Brasil será verdadeiramente prioridade. Um exemplo disto é que, mesmo não se sentindo valorizados, muitos professores não desejam mudar de profissão. Quem assegura é a Organização dos Estados Ibero-Americanos na pesquisa "A Qualidade da Educação sob o Olhar do Professor", divulgada na imprensa essa semana.
A pesquisa ouviu mais de oito mil professores, em 19 estados brasileiros, e conclui que mais de 80% dos docentes ouvidos se sentem desvalorizados. Dentro da escola, 75% dos professores acham que a administração do colégio ou secretaria de educação de sua cidade não reconhecem a importância da categoria. Outro dado se refere ao grau de satisfação dos professores, referente aos diferentes aspectos da escola. O resultado foi que 81,3% dos entrevistados acreditam que a relação do professor com seus alunos é o que traz mais satisfação.
Por isso é que a profissão de lecionar não deve, jamais, ser desprestigiada. A maioria de nossos colegas ama o que faz e é devido a isso que ainda temos excelentes profissionais na lida diária. Nesse sentido é que o governo Lula tem sinalizado que quer mudar o perfil da escola e do ensino no País.
A mudança na carga horária é um exemplo disto. O presidente lançou um projeto propondo que 33% da carga horária sejam utilizadas para atividades do lado de fora da sala de aula. Antes desse projeto, os professores eram obrigados a ministrar 40 aulas. O presidente percebeu que o professor também precisa ter vida própria e ter tempo para fazer pesquisas, corrigir provas e fazer trabalhos sem prejudicar sua vida com a família.
Outra importantíssima contribuição do governo Lula foi a implantação do piso salarial da categoria, de R$ 950, que será pago a partir de janeiro de 2010. O Governo Federal ainda irá beneficiar cerca de 60% dos professores brasileiros que exerciam a profissão sem qualificação na área pedagógica. O programa de complementação pedagógica vai permitir que esses professores façam cursos em universidades públicas, na graduação e pós-graduação.
Não podemos deixar de citar o avanço na educação, com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e a ampliação do número de Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefetes). O Estado também tem contribuído para essa melhoria. No governo Cid, os professores passaram a ter reajuste maior do que as outras categorias, já que o governador entendeu que existia uma defasagem história nos salários dos professores.
Na Capital, foram criadas mais escolas, os alunos recebem merenda escolar, fardamento, material didático. A categoria em Fortaleza também foi melhor valorizada na atual gestão, com a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), demanda histórica dos professores.
É certo que, por mais avanços que tenhamos conquistado, o ensino foi, por muitos anos, relegado à margem do processo de desenvolvimento de nossa nação. Por isso é que serão necessários muitos outros anos para disseminar a valorização da nossa categoria. Daí o nosso esforço constante pela defesa dessa causa.
Deputado Estadual Artur Bruno PT
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