Trabalhadoras debatem a Marcha das Margaridas

21/08/2007 Trabalhadoras debatem a Marcha das Margaridas

A Comissão de Agropecuária e Recursos Hídricos da Assembléia realizou, na tarde desta quinta-feira (16/08), audiência pública para discutir a Marcha das Margaridas, que este ano terá como lema “2007 razões para marchar contra a fome, a pobreza e a violência sexista”. A deputada Rachel Marques (PT), que solicitou a audiência, ressaltou a importância do debate para a preparação da marcha e para mostrar a todo o Ceará a pauta de reivindicações da mobilização. “A Marcha das Margaridas aborda a condição da mulher no meio rural e questões fundamentais para o processo de emancipação da mulher brasileira”, explicou.

A coordenadora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Ceará (Fetraece), Graça Duarte, informou que cerca de duas mil mulheres cearenses participarão da Marcha das Margaridas. A mobilização reunirá, em Brasília, entre os dias 21 e 23 de agosto, cerca de 20 mil manifestantes de todo o País. “Uma pauta de reivindicações foi entregue ao presidente Lula e esperamos uma resposta“, enfatizou ela. As reivindicações do movimento têm como marco lutas por terra, água e agroecologia; segurança alimentar; imposição de limite no tamanho de propriedades rurais; incentivo à economia solidária, educação no campo e o combate à violência contra as mulheres.

A Marcha das Margaridas é realizada pela entidade Mulheres do Movimento Sindical das Trabalhadoras Rurais (MSTR), em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), federações de todo o País, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades. A mobilização foi iniciada em 2000. O nome é uma homenagem à agricultora Margarida Maria Alves, assassinada em agosto de 1983, em Alagoa Grande, Paraíba, por lutar pelos direitos da mulher do campo.

A coordenadora do Centro Estadual de Acesso ao Trabalho (Cetra), Margarida Pinho, destacou conquistas asseguradas pelas mulheres do campo, como o direito à titularidade conjunta, para marido e mulher, das terras de assentamentos e a criação do Programa Nacional da Trabalhadora Rural, que garante direitos como a emissão de registro de nascimento.

A coordenadora de cidadania do Instituto Nacional de Colonização e reforma Agrária (Incra), Fabíola Gomes, elogiou a iniciativa da Assembléia e o trabalho da deputada Rachel Marques no apoio à organização da marcha. Ela também elogiou os servidores do Incra, por colocarem entre suas reivindicações de greve a defesa da reforma agrária.

Fonte: www.al.ce.gov.br

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