Ronivaldo Maia destaca ocupação de escolas por estudantes que são contra a reforma do ensino médio
07/11/2016
De acordo com o parlamentar, disciplinas como educação artística e educação física se tornariam opcionais.
Ronivaldo iniciou sua fala reconhecendo que o ensino médio precisa enfrentar uma nova reforma, mas que é contra a reforma que o Governo Federal está apresentando. De acordo com o vereador, o projeto não foi discutido com os estudantes e professores, e ressalta a importância de matérias obrigatórias como educação física e filosofia, que se tornarão optativas caso seja aprovada.
“Essa reforma não só atropela o debate da reforma do ensino médio, que há muito tempo vem sendo discutida, mas impõe goela abaixo coisas que não podemos aceitar. Na época em que vivemos, com todo esse problema de obesidade entre os mais jovens, essa reforma propõe retirar a educação física. Quando mais carecemos de cultura, eles querem retirar a obrigatoriedade do ensino de artes”, lamentou.
O parlamentar afirmou que em outros momentos as escolas foram ocupadas por estudantes, como aconteceu em São Paulo quando o governo estadual determinou o fechamento de 96 escolas, atingindo diretamente mais de 1300 estudantes e 700 professores, mas que por conta das ocupações foi necessário uma revisão na proposta.
“Queria não só saudar essa primavera secundarista, mas também dizer como é importante que nós da sociedade civil, mesmo que não tenhamos relação direta com o ensino médio, que a gente possa estar mais atento para acompanhar e apoiar essa ocupação, porque essa reforma interessa principalmente para os estudantes, o futuro da nação. A Medida Provisória 746 não apenas atropela, ele na verdade desconstrói alguns ajustes feito ao longo dos anos”, afirmou.
A Medida Provisória 746 promove alterações na estrutura do ensino médio, última etapa da educação básica, por meio da criação da Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. A medida também amplia a carga horária mínima anual do ensino médio, progressivamente, para 1.400 horas e determina que o ensino de língua portuguesa e matemática seja obrigatória nos três anos do ensino médio.
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