Preservar o Aracati
Esse movimento ganhou corpo com o papel importante do Ministério Público Estadual atuante naquela cidade.
Em fevereiro, o MP realizou uma mesa-redonda para discutir o assunto. A iniciativa foi legitimada pela participação de significativa representação dos poderes públicos constituídos e da sociedade civil. O relatório da mesa-redonda, com o diagnóstico dos problemas e sugestões relacionadas à preservação do patrimônio histórico da cidade, foi encaminhado também para a Assembléia Legislativa, o que oportunizou o nosso engajamento, e conseqüentemente do Parlamento, na causa.
O primeiro consenso formado em relação ao tema é o da necessidade de uma união de forças por essa preservação. Nem o município, nem o Estado e nem a União, agindo isoladamente, fariam isso possível. O segundo consenso é o da importância da inclusão de Aracati no Programa Monumenta, do Governo Federal.
O Monumenta é um programa de recuperação do patrimônio cultural urbano brasileiro, executado pelo Ministério da Cultura e financiado pelo BID. Aqui, Icó e Sobral são belos exemplos de como esse programa contribui com a Cultura do nosso Estado. Ao lado dessas duas urbes, Aracati forma um conjunto de cidades de fundamental valor para a compreensão da nossa história. Em decorrência de suas localizações estratégicas, elas foram os principais eixos de desbravamento do sertão cearense.
No dia 13 de maio último, com transmissão por videoconferência para o Cvtec de Aracati, a Assembléia realizou uma audiência pública para discutir a preservação do patrimônio histórico do município. Três dias depois, na própria Assembléia, entregamos pessoalmente ao Ministro da Cultura, Gilberto Gil, ofício solicitando a interveniência daquela autoridade no sentido de agilizar a análise, pelo Iphan, da possível entrada de Aracati no Monumenta.
O movimento pela conservação do patrimônio histórico de Aracati já transcendeu os limites do estado. Agora, temos de nos manter unidos para conseguirmos avançar.
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