Não à inexorabilidade na política

18/11/2011 Não à inexorabilidade na política

A afirmação que destaco nesse momento é a proferida pelo ex-governador Ciro Gomes apontando para uma certa “naturalidade” de um afastamento futuro entre o PSB e o PT. Respeito a opinião. Contudo, guardo profunda divergência.
Gostaria de expressar tal desencontro de idéias. A minha tradição partidária – sou filiado ao PT , meu único partido até hoje, leva-me a crer e construir a ação política escudada em projetos para a sociedade.

Assim para um distanciamento político ocorrrer, necessário se faz, a meu juízo, uma discrepância de projetos e intencionalidades de rumos para a sociedade na sua totalidade. Melhor dizendo, um afastamento de dois partidos que compõem o mesmo projeto político requer uma necessárias e inconciliável divergência nos rumos da economia, na relação com o parlamento, nas ações de geração de emprego e renda, nos rumos da política externa. Enfim, um claro desencontro de grandes interesses nacionais.
Julgo que a afirmação do crescimento numérico de um partido não deva servir de arrimo para rupturas. Isso é a pequena política, a que pensa na agremiação partidária como um fim em sí mesma.

Outrossim, creio que talvez a intencionalidade seja outra, ao apontar para um cenário nacional expresse em forma de catarse um desejo local.

Talvez a tradição única de filiação da qual sou caudatário sirva de sustentáculo para minhas análises. Reconheço que toda interpretação contém a marca do intérprete. A minha é essa : fidelidade partidária , lealdade a projetos coletivos e negação da solução apoiadas nas tão somente em vontades individuais.

Cada um lê mundo com os olhos de suas experiências. Talvez o périplo partidário levado a termo pelo senhor ex-governador Ciro Gomes o cacife a interpretar diferente. É a democracia.

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