Mensagem é aprovada contra vontade dos professores
A Assembléia Legislativa do Ceará aprovou na sessão desta quinta-feira (27/11) a mensagem de nº 7.039/08, de autoria do Poder Executivo, que institui a remuneração mínima para o grupo ocupacional do magistério. A matéria foi aprovada por 34 votos a favor, 4 contra e uma abstenção, em uma sessão com muita polêmica e as galerias lotadas de ativistas do Mova-se. Votaram contra a matéria a deputada Rachel Marques, o deputado Artur Bruno, os deputado Adahil Barreto (PR), Heitor Férrer (PDT). E o deputado Augustinho Moreira (PV) que votou em branco.
A deputada Rachel Marques defendeu o seu voto contra por afirmar que a mensagem que estava posta não atendia e não interessava aos trabalhadores do magistério. Ela afirmou que o governador Cid Gomes estava equivocado em mandar uma mensagem como aquela para ser votada. "Essa não é a lei que o Presidente Lula aprovou sem nenhuma objeção após a discussão de 14 meses, lembrou".
A parlamentar acompanhou desde o início a classe dos trabalhadores do magistério em reuniões de negociação com a prefeita Luizianne Lins, com o Governador e a secretária de educação do Estado. Foi até Brasília como presidente da Comissão de Educação Cultura e Desporto da Assembléia, onde assinou o termo de adesão a Frente Parlamentar em Defesa do Piso, solicitou juntamente com o deputado Artur Bruno audiências para discutir o piso e a mensagem enviada pelo executivo.
"Com a aprovação dessa mensagem, os professores perdem uma importante conquista reconhecida pelo presidente Lula pelo Ministro da Educação Fernando Haddad e por outros parlamentares que apoiaram e votaram favoráveis a lei do piso do magistério", conclui.
Fonte: Assessoria de Comunicação da ALCE
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