Mandato Eudes Xavier inicia debates sobre superação da pobreza no campo e na cidade
02/06/2011
O Ceará dará inicio, nos dias 17 e 18 de junho, às discussões em torno do projeto brasileiro de combate à pobreza, um dos principais focos do governo da presidenta Dilma Rousseff. A iniciativa é do mandato do deputado federal Eudes Xavier, para a realização do seminário “ Tecendo Caminhos para Superação da Pobreza no Campo e na Cidade “, em parceria com a Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa do Ceará e Câmara Municipal de Fortaleza.
O objetivo é aprofundar o debate e apontar perspectivas sobre as estratégias de superação da pobreza na sociedade brasileira, através da análise dos avanços e limites das políticas públicas governamentais e das ações dos movimentos sociais, no campo e na cidade. O seminário acontecerá no Complexo das Comissões Técnicas da Assembleia Legislativa, tendo como um dos palestrantes o professor e doutor, Miguel Arroyo, da Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG.
O objetivo é aprofundar o debate e apontar perspectivas sobre as estratégias de superação da pobreza na sociedade brasileira, através da análise dos avanços e limites das políticas públicas governamentais e das ações dos movimentos sociais, no campo e na cidade. O seminário acontecerá no Complexo das Comissões Técnicas da Assembleia Legislativa, tendo como um dos palestrantes o professor e doutor, Miguel Arroyo, da Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG.
Durante dois dias, os participantes terão a oportunidade de aprofundar os temas, as políticas públicas, as estratégias da sociedade e dos movimentos organizados de superação da pobreza, tendo como base os contextos específicos da cidade de Fortaleza e do campo, em alguns municípios do interior do Ceará. As palestras e painéis programados terão a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Banco do Nordeste do Brasil, Universidade Federal do Ceará , Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Prefeitura de Fortaleza, Assembleia Legislativa, Câmara dos Vereadores de Fortaleza, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Ceará, Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar, Fórum Cearense de Convivência com o Semiárido e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. O evento tem como público alvo trabalhadores/as do campo e da cidade, representantes dos movimentos sindicais e sociais, agentes sociais governamentais e não-governamentais, professores/as e estudantes.
Saiba mais
A sociedade brasileira tem convivido, ao longo de sua história, com diversas manifestações da pobreza. A persistência desse fenômeno, tanto nos centros urbanos, como no meio rural, traduz as marcas latentes das desigualdades sociais, fruto da estrutura capitalista que assola o Brasil. Contudo, o aumento dos gastos sociais no governo Lula, através da elevação do valor real do salário mínimo e da abrangência dos programas de transferência de renda, a exemplo do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada – BPC têm permitido mudanças nos indicadores sociais e econômicos, no tocante ao enfrentamento da pobreza.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada em 2008, no Brasil, a pobreza recuou 16% passando de 64,8 milhões de pobres, em 2006, para 54,4 milhões de pessoas, em 2008. No Nordeste, o número absoluto de pobres caiu 12%, passando de 29,85 para 26,2 milhões de pessoas.
O combate à pobreza, portanto, foi um imperativo adotado durante o governo Lula, sendo também uma das prioridades do governo Dilma Rousseff, transformando-se, inclusive, no slogan do atual governo “País rico é país sem pobreza". Nessa ótica, percebe-se que as bases de estabilidade do crescimento econômico do Brasil devem estar diretamente articuladas com o desenvolvimento social e com a distribuição de renda.
Muitos ainda são os desafios a serem enfrentados em relação a essa problemática, que ainda atinge a vida de grande parte do povo brasileiro. Calcula-se que cerca de 10 milhões de brasileiros ainda vivem em situação de pobreza extrema, com renda inferior a um quarto do salário mínimo. Segundo O Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), da Universidade Federal do Ceará (UFC), em seu Relatório n°8, Uma caracterização da extrema pobreza no Brasil, publicado em 31 de janeiro de 2011, a maior parte dos extremamente pobres estão no Nordeste (57,3%). Boa parte desse universo encontra-se na zona rural (35,2%), tendo de zero a 14 anos (44,5%). No Ceará, cerca de 900 mil cearenses são considerados extremamente pobres. Diante desse cenário, é urgente discutir as políticas públicas governamentais em curso, bem como as experiências desenvolvidas pelos movimentos sociais e grupos produtivos organizados direcionados ao enfrentamento das situações de pobreza, seja no campo ou na cidade.
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