Inflação de maio fica em 0,28%

11/06/2007 Inflação de maio fica em 0,28%

O índice de maio fechou em 0,28%, contra 0,25% do mês anterior. Em 2007, o indicador acumula alta de 1,79%. Nos 12 meses fechados em maio, de 3,18%.

O IPCA é usado como referência pelo Banco Central para estabelecer a meta de inflação no país, fixada em 4,5% para este ano.

Para a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, os resultados globais de maio apontam estabilidade na inflação. Ela explicou a pequena elevação na taxa ocorreu porque a alta em alguns produtos administrados – como energia elétrica e remédios – mais do que compensou a queda nos preços dos combustíveis.
“O aumento de alguns itens importantes foi um pouco mais intenso que a desaceleração nos preços dos combustíveis, por isso essa compensação”, disse. “O álcool, que em abril teve alta de mais de 7%, caiu para pouco mais de 2% em maio, por causa da safra da cana-de-açúcar, que aumenta a oferta do produto”.

A gasolina, que tem percentual de álcool em sua composição, também refletiu o período de safra da cana, passando de 0,66% em abril para 0,33% em maio.

No caso dos preços administrados, houve elevação nas tarifas de energia elétrica (de 0,37% para 0,47%) e dos remédios (de 0,5% para 0,68%), em função do reajuste de 31 de março. Também subiram as tarifas de ônibus urbanos (0,03% para 0,24%) – a contribuição partiu da região metropolitana de Curitiba (PR).

Segundo a coordenadora do IBGE, a chegada do inverno acelerou os preços dos artigos de vestuário (0,33% para 0,68%). Também houve elevação nos preços de artigos de limpeza (de 0,59% para 0,75%) e de higiene pessoal (de 0,29% para 0,58%).

Entre os produtos alimentícios, foram verificadas altas nos preços do leite e derivados, que avançaram 0,07 ponto percentual. Esse movimento fez com que a categoria de produtos alimentícios passasse de 0,03% para 0,16%. Em maio, o consumidor pagou 6,02% a mais pelo litro de leite pasteurizado; 2,62% a mais pelo leite em pó e 1,23% a mais pelos queijos.

Os preços da cebola subiram de 8,13% para 17,75%, enquanto os dos enlatados, de 0,17% para 1,28%. Houve redução nos preços do tomate, cenoura, frutas, açúcar cristal, feijão preto e ovos.

Brasília (DF) apresentou o maior resultado regional (0,55%). O menor foi verificado em Fortaleza (CE): -0,1%.

O IPCA abrange nove regiões metropolitanas, além do município de Goiânia e Brasília. O cálculo do índice considera os gastos de famílias com renda entre um a 40 salários mínimos.

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