Governo vai aprovar extensão da licença maternidade para seis meses
“O presidente já decidiu que vai aprovar, não vai vetar esse projeto de modo que esse beneficio seja estendido a todas as mulheres brasileiras”.
Mantega disse que teve de mostrar ao presidente “quanto custa o negócio”. Ele disse que é fácil aprovar uma lei que traz um benefício, mas a Fazenda tem de dizer quanto vai custar isso para a União.
“O custo disso é de R$ 800 milhões por ano. E eu sou obrigado, como ministro da Fazenda a dizer ao presidente: ‘Olha vai custar isso e portanto temos que ter verba no nosso orçamento para viabilizar”.
Juros
Durante a entrevista, Mantega também afirmou que os juros só serão reduzidos depois que a inflação voltar a patamares próximos ao centro da meta, estabelecida pelo governo, que é de 4,5%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas deixou claro que o Banco Central é autônomo para definir a política monetária. “Até lá, não acredito na redução dos juros”.
Segundo ele, neste ano a inflação deve ficar entre 6% e 6,5%. A meta de inflação fixada pelo governo para este ano e o próximo é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Mantega disse também que a taxa de juros não tem influência no crescimento da economia, já que o setor produtivo recorre à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) hoje 6,25%. “O empresário que quer fazer investimento tem dinheiro barato”.
Ele citou outros fatores importantes para financiar o setor produtivo, como a política industrial e o mercado de capitais, que têm regras sólidas.
Perdão a devedores
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse também que a proposta de perdão da dívida de até R$ 10 mil vai facilitar a vida dos contribuintes.
Segundo ele, essas pessoas começaram com dívidas pequenas e não conseguiram pagar esse montante. Daí a visão do governo de que é necessário dar o perdão a esses devedores
Mantega destacou que essa é a maneira que o governo tem de permitir ao cidadão com renda menor regularizar sua situação com a União.
Quanto aos grandes devedores, o ministro disse que o governo vai ser mais rigoroso e vai encurtar o tempo de tramitação dos processos da dívida ativa da União.
Ele reclamou que os grandes devedores têm bons advogados e terminam prorrogando os processo por 12, 13 anos. Proposta do governo esses processos devem tramitar em cinco ou seis anos.
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