Executiva e bancada do PT debatem reforma política nesta segunda
Três dias depois, na quinta-feira (14), nova reunião da CEN fechará questão sobre o tema. Ambos os encontros serão na sede nacional do PT, em Brasília.
A decisão segue orientação da resolução aprovada pelo Diretório Nacional do PT (leia aqui a íntegra da resolução), em maio passado, quando o partido assumiu o compromisso de ampliar o debate e orientou a bancada a priorizar a reforma política, com o objetivo de aprová-la ainda este ano, permitindo que as novas regras estejam em vigor já nas eleições 2008.
Conforme a resolução do DN, o debate deve conter pontos como fidelidade partidária, financiamento público de campanhas, fim das coligações em eleições proporcionais e voto em lista pré-ordenada. Sobre este último item, a resolução do DN estabeleceu que o fechamento de questão só se daria após discussão sobre as diferentes modalidades e sobre o processo que o PT adotará para compor sua lista.
A reunião também obedece ao artigo 67 do Estatuto do PT, segundo o qual a Executiva e a bancada parlamentar do PT devem sempre tomar decisões coletivas, “assegurando a todos os parlamentares o acesso ao processo decisório e obrigando-os ao cumprimento das deliberações adotadas.”
O artigo determina que o fechamento de questão decorra de uma decisão conjunta da CEN e da bancada e seja aprovado por maioria absoluta de votos.
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), elogiou a decisão do partido. “O Diretório Nacional entende que a reforma política é uma tema muito importante e que o ideal é que seja tirada uma posição refletida e construída em conjunto. Espero que a bancada possa valorizar este gesto da Executiva Nacional e, como a bancada já realizou duas reuniões sobre o tema, evidentemente que contribuirá para um debate ainda mais qualificado com os integrantes da Executiva Nacional do PT”, ressaltou o líder.
Para o deputado Pepe Vargas (PT-RS) o debate é positivo e é importante que o partido se posicione em torno dessa matéria. “Esse não é um assunto que diga respeito exclusivamente a deputados e senadores, mas a um universo partidário. Acho que alguns temas não terão consenso absoluto, como a lista pré-ordenada, mas poderá haver um consenso majoritário”, disse.
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