Estado assina acordo de US$ 850 mil com Japão
O objetivo é criar projetos que estimulem a economia da região do Cariri capaz de atrair população e equipamentos, promover o desenvolvimento socioeconômico e reduzir as desigualdades regionais.
O ato aconteceu no Auditório do Palácio Iracema com as presenças do governador Cid Gomes, do cônsul Geral do Japão em Recife, Toshio Watanabe, do secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo e da Coordenadora de Operações Setoriais do Banco Mundial, Jennifer Sara, e faz parte do Fundo para o Desenvolvimento de Políticas e Recursos Humanos (PHDR) do governo japonês.
Os recursos serão utilizados para a elaboração de projetos e estudos de viabilidade para o “Cidades do Ceará”, um programa governamental que prevê, em um período de cinco anos, a implementação de ações para a melhoria do espaço urbano, do processo de gestão municipal e regional, para o fortalecimento da base econômica e a estrutura de emprego de municípios do interior do Estado.
O “Cidades do Ceará” terá início no Cariri, nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, além de outros seis municípios do entorno como Nova Olinda, Missão Velha, Farias Brito, Santana do Cariri, Caririaçu e Jardim. Sua primeira fase está orçada em US$ 61,66 milhões, onde 70% do valor será financiado pelo Banco Mundial.
Segundo Cid Gomes o projeto será um laboratório. A partir das experiências no Cariri, outras regiões também deverão ser atendidas. “Já estamos negociando novos financiamentos para os demais Pólos-Regionais”, afirma.
O Governador destacou ainda a importância da correta distribuição de renda em todas as regiões do Ceará. “Mais de 60% do PIB cearense está concentrado na capital e na Região Metropolitana de Fortaleza. É preciso que integremos toda a sociedade, pois esse desafio só será superado quando equilibrarmos a equação governo-sociedade” reiterou.
Conforme Cartaxo, o programa atuará em três linhas de ações. A primeira é de qualificação territorial, que envolve obras de infra-estrutura na região que beneficiem diretamente os setores do turismo (religioso, cultural, científico e de negócios) e calçadista. A segunda é a de inovação tecnológica, na qual será incentivado o setor privado. A terceira linha prevê o apoio às gestões municipais e regionais. “O Programa deverá fortalecer órgãos de governo. Esse projeto é antes de tudo um mecanismo para que possamos atuar melhor na distribuição de nossas riquezas, melhorando as condições de vida para a população do interior do estado”, concluiu o Secretário.
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