Desigualdade social

24/03/2010 Desigualdade social

No primeiro parágrafo da matéria se lê: “Relatório apresentado, na última sexta freira, durante a abertura do 5º Fórum Urbano Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), no Rio de Janeiro, revelou que Fortaleza está entre as 20 cidades mais desiguais do mundo… Trata-se do documento ‘O Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido’. Nele, o Brasil aparece como o mais desigual da América Latina”.
Faz alguns anos a mesma ONU, publicou em relatório no qual o Estado do Ceará aparece com 47% da população vivendo abaixo da linha da pobreza e, 34,1% dos quase 7 milhões de habitantes na condição de analfabeta. Essa matéria foi publicada pelo jornal Diário do Nordeste.
Mesmo com os dados nas mães, os governos não foram capazes de desenvolver meios eficazes para atenuar esta desagradável situação. Na época o governo neoliberal do senhor Tasso Jereissati em consonância com o governo central do Fernando Henrique Cardoso, em vez de desenvolverem um projeto nacional para estimular a capacidade produtiva do país, em setores como a agricultura, especialmente à familiar, também na pequena industria geradora de milhões de empregos e outros procederam exatamente ao contrário, focando suas ações primordiais para o agronegocio, turismo e ainda, para as grandes corporações. Não precisa ser um estudioso para saber que os três setores são por natureza excludentes e, por conseguinte concentradores de riquezas. No livro: Imperialismo Fase Superior do Capitalismo de Wladimir I. Lenine, se explica com extraordinária riqueza de detalhes, essa fase do sistema capitalista. Pois bem, nos governos do Tasso e Fernando Henrique, vimos de forma explicita o modo como foi direcionada a economia no Brasil. O modelo neoliberal elevou o nível de desemprego e, com isso o aumento da miséria; na época chegamos à cifra de 52 milhões de miseráveis. Como havia um exercito de reserva de mão obra muito grande, os salários também recuaram proporcionando um abismo significativo entre os ricos e os pobres.
Outro fenômeno que devemos destacar no referido governo foi à supressão intencional do Estado, na época não havia investimento em tecnologia, pelo contrário, sucatearam as universidades e inexplicavelmente desativaram várias Escolas Técnicas.
Esse pensamento, ao meu vê desastroso, leva qualquer país a banca rota; ora, se não temos tecnologia, é claro que o caminho é a subserviência às nações desenvolvidas, tal dependência tem como resultado o atraso em todos os aspectos. Foi o que aconteceu com o Brasil.
O governo do presidente Lula claramente se preocupou em redirecionar os rumos do país, mas diante da tragédia, as dificuldades se apresentaram em proporções gigantescas. Quantos anos, por exemplo, são necessários para retirar da pobreza 52 milhões de pessoas? Quantos milhões o Brasil precisa para construir moradia e saneamento básico? Que ações devemos realizar para enfrentar o poderio do grupo dos países ricos, para assim nos desenvolvermos tecnologicamente? O que fazer para pagar pelo menos os juros da divida interna, que em oito anos do governo anterior se elevou de 63 para 720 bilhões? Para um desafio grande como este é necessário trabalhar em longo prazo e ao mesmo tempo implementar no seio da nação um profundo sentimento de patriotismo, que só será possível com conscientização política.
Hoje mais do que nunca precisamos de uma reforma política séria. A pátria não pode mais continuar em mães de políticos vagabundos, portanto uma reforma política será um dos meios de aperfeiçoamento de nosso modelo de democracia, fazendo com que a política seja um instrumento resolutivo ou equacionador dos justos interesses da nação, e não uma escadinha para facilitar o enriquecimento de políticos pilantras.
É verdade que Brasil sofre as conseqüências de séculos de administrações, cujo objetivo era favorecimento das elites políticas e econômicas, todavia, não é hora de chorar, pelo contrário devemos lutar incansavelmente por um mundo em que todos, sem nenhuma exceção, tenham direito ao bem estar e a vida.     
A sorte está  lançada!
Pátria ou barbárie!
Venceremos!
Antonio Ibiapino da Silva

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