Desemprego cai e renda aumenta, diz o IBGE
O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou também – 4,2% – e chegou a 9,6 milhões em julho de 2009. E a taxa de desemprego medida no mês passado foi a menor apurada em cada mês de julho desde 2002.
Esses dados foram divulgados ontem pelo IBGE e apontam os níveis de renda, emprego e desemprego nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Rio (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Recife (PE), que somaram no mês passado 23,1 milhões de trabalhadores ocupados e 1,9 milhão de desempregados.
Comparados julho de 2008 a julho de 2009, segundo o IBGE, a taxa de desocupação caiu, sobretudo, no Rio de Janeiro. No mês passado, foi 15,2% menor do que a taxa apurada em julho de 2008.
A pesquisa do IBGE mostra ainda que as menores taxas de desocupação, em julho de 2009, foram registradas nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (5,8%) e Belo Horizonte (6,1%); e as maiores em Recife (10,2%) e Salvador (11,4%). Nas regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo o IBGE identificou taxas de desocupação de 6,3% e 8,9%, respectivamente.
O conjunto de informações colhidas e divulgadas pelo IBGE contrariam praticamente todas as previsões difundidas nos últimos meses sobre os efeitos da crise econômica no mercado de trabalho nacional. As estimativas predominantes para a taxa de desemprego, por exemplo, indicavam que chegaria a 8,6%. Ficou em 8%.
Ainda que apurados em seis regiões metropolitanas, os resultados da pesquisa do IBGE reafirmam o cenário de melhoria do mercado de trabalho apontado, no início desta semana, pelo Ministério do Trabalho. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, julho foi o melhor mês de 2009 para quem buscava emprego; e o sexto mês consecutivo em que o número de contratações no mercado formal de trabalho (1.398 milhão) superou o de demissões (1.259 milhão). O saldo positivo foi de 138.402.
A melhoria do mercado de trabalho foi puxada pelas contratações da indústria de transformação, da construção civil e do setor de serviços.
Em apenas quatro estados, de acordo com o Caged, o número de demissões foi maior do que o de contratações: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Roraima e Amapá.
As indicações recebidas até agora pelo Ministério do Trabalho, sobre o comportamento do mercado formal em agosto, apontam para o crescimento do emprego em todos os estados.
Fonte: www.brasiliaconfidencial.inf.br
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