2º mandato: Governo e PT discutem mudanças em reunião no Palácio do Planalto
Avaliar a atual conjuntura política e as conquistas eleitorais obtidas pelo PT, apoiar a proposta de um novo governo de coalizão, revigorar o conselho político e seu papel de auxílio na governabilidade do país (o conselho, representado pelos partidos da coligação, funcionou muito bem durante a campanha eleitoral). Estes foram alguns itens tratados na reunião desta segunda-feira (27) entre os membros da direção nacional do PT e o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), no Palácio do Planalto.
No encontro, os membros da comissão política do PT fizeram uma breve exposição ao ministro sobre as resoluções aprovadas pelo Diretório Nacional, evento que aconteceu em São Paulo no último final de semana com a participação do presidente Lula.
“Fizemos uma boa reflexão e aprovamos, com amplo apoio, a tese de coalizão, que ajudará o país a ampliar as melhorias sociais e a estimular o crescimento econômico, com educação de qualidade”, resumiu o professor Marco Aurélio Garcia, presidente em exercício do PT. “A reforma política também foi tema discutido e aprovado”.
A comissão política informou ainda ao ministro Tarso Genro a decisão de antecipar o III Congresso Nacional do PT, programado para acontecer no início de julho de 2007. O congresso também terá papel multiplicador na construção do PT como instrumento político da classe trabalhadora e da atualização do projeto democrático, popular e socialista para o Brasil. A pauta do encontro, marcado para o Distrito Federal, será: 1) O Brasil que queremos; 2) O Socialismo Petista; e 3) PT: Concepção de partido e funcionamento.
Além de Marco Aurélio, estiveram na reunião com o governo os dirigentes Paulo Ferreira (Tesoureiro), Valter Pomar (Relações Internacionais), Renato Simões (Movimentos Populares), Glauber Piva (Cultura) e os deputados federais e vice-presidentes Maria do Rosário (RS) e Jilmar Tatto(SP).
Presidência Câmara
Não há recuo do PT muito menos conflito instalado entre os poderes Executivo e Legislativo para a escolha do novo presidente da Câmara, como alguns jornais e sites insistem em difundir. “Este é um problema que o PT não resolve sozinho, faz parte da política de coalizão. Mas quem dá a palavra final é o próprio Legislativo. Não há conflito entre os poderes. É evidente, porém, que o governo deseja que a escolha do cargo não passe por um processo de disputa desgastante”, disse o presidente do PT, em nome dos dirigentes do conselho político que o acompanhavam na reunião.
O próprio governo entende que é legítimo e democrático que haja discussão, debate e muita conversa tendo em vista a relevância do cargo. A regra vale tanto para o PT quanto para os partidos aliados. “A bancada do PT na Câmara tem nomes de peso e de alta qualidade. Precisamos discutir com os outros partidos e ouvir também suas sugestões”, justifica Garcia, para quem o consenso virá em breve.
Compartilhe