Dedé Teixeira ressalta importância do mês da consciência negra no Brasil
Ele lembrou que o dia 20 de novembro foi instituído para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra, porque faz referência ao aniversário de morte do líder negro Zumbi dos Palmares. “E a Assembleia está realizando durante esta semana, o seminário “Consciência Negra em Fortaleza”, que prossegue até amanhã (06/11)”, destacou.
Conforme Dedé, ser negro já foi sinônimo de escravidão, de inferioridade, de preguiça e marginalidade. “Contudo, examinando a história do povo negro no Brasil, nos deparamos com uma incontestável contribuição social e com uma vasta herança cultural da raça negra”, observou. Dedé disse que a comunidade negra de Zumbi dos Palmares já chegou a representar 15% da população do Brasil.
Além de recordar a história de Zumbi, Dedé lembrou que o mês da consciência negra é marcado pela discussão sobre a situação socioeconômica e política da população negra no Ceará e no Brasil e sobre a contribuição que ela deu ao desenvolvimento desse País. “Mas, infelizmente, mesmo após 120 anos de abolição da escravatura, o capitalismo racista vigente no Brasil exclui dos negros o direito de exercerem sua cidadania”, ponderou. Segundo ele, vários estudos demonstram que a situação da população negra no Brasil é a pior nos índices sociais e econômicos.
“Os negros compõem quase 70% dos mais pobres. Eles são os mais pobres; é a maioria dos favelados; possuem os piores níveis de educação; as piores ocupações no mercado de trabalho; os salários mais baixos; as vítimas preferenciais do sistema judicial e o elemento suspeito da polícia”, disse, lembrando que, nas universidades, há 97% de brancos e apenas 3% de negros.
“Por isso, apresentamos o projeto de indicação, já aprovado pela Assembleia, criando o Centro de Referência em Direitos Humanos na Prevenção e Combate ao Racismo no Estado do Ceará”, disse. Acrescentando que também é de sua autoria a proposta de emenda à Constituição Estadual estabelecendo reserva de vagas nas escolas públicas para as pessoas negras e para os indígenas nas universidades públicas estaduais.
O deputado disse, ainda, que apresentou proposta de emenda à Constituição Estadual criando o capítulo dos afrodescendentes, com o objetivo de assegurar direitos à população afrocearense, implantar diversas modalidades de ações afirmativas e criar o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Étnico-Racial. “Também já apresentamos requerimentos aprovados pelas comissões da Casa para realização de audiências públicas para discutir a situação das comunidades quilombolas no Ceará e para debater o Plano Estadual de Promoção da Igualdade Étnico-Racial do Ceará”, disse.
Em aparte, o deputado Artur Bruno (PT) afirmou que, no Brasil, pouco se estuda sobre a história negra e indígena. Para o deputado, ainda existe racismo no Brasil. “É preciso lutar para que esse crime hediondo deixe de ser praticado”.
Fonte: www.dedeteixeira.org.br
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