Vagas com carteira assinada quase duplicaram em março
O resultado, o melhor da série histórica do Caged, corresponde a um aumento de 91% em relação à geração de empregos com carteira assinada em março de 2006 e um aumento geral de 0,52% no número de trabalhadores com CLT no País.
Comparado a fevereiro de 2007, o crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada chegou a 0,98% (foram 148.019 novos empregos em fevereiro e 105.468 em janeiro). No trimestre, o aumento de 399.628 postos representa alta de 1,44% e é o maior da série histórica, superando o resultado alcançado em 2004 (347.392 novas vagas, alta de 1,47%). Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu 4,81%, o que corresponde a 1.288.611 novos postos de trabalho.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, credita o resultado recorde ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Lupi, mesmo sem ter saído do papel, o PAC já criou expectativa positiva nos empresários.
Emprego por setor
Todos os setores e subsetores de atividade econômica apresentaram elevação no nível de emprego em março. Em termos absolutos, os setores que mais contribuíram foram os Serviços (+56.527 postos de trabalho ou +0,50%) e a Indústria de Transformação (+40.538 postos ou +0,62%). Em relação ao resultado de março de anos anteriores, o saldo do setor de Serviços em 2007 superou todos.
No que diz respeito à Indústria de Transformação, o balanço positivo de março de 2007 só foi menor que o de março de 2004 (+50.747 empregos formais ou +0,90%). O desempenho do Comércio e da Agricultura também foi positivo. O saldo do Comércio foi de +12.868 postos, já a Agricultura registrou o maior saldo da série histórica para o mês de março: +11.346 postos.
Em termos relativos, o setor que mais se destacou pelo resultado favorável foi a Construção Civil, com crescimento de 1,26% no estoque de empregos (+17.253 postos).
Emprego por região
Em relação às regiões do País, só o Nordeste não apresentou expansão. O Sudeste criou 106.869 postos, aumento de 0,69%, e o Sul gerou 33.767 postos, aumento de 0,64%. A exceção ficou na região Nordeste que apresentou resultados negativos: em março, registrou-se perda de 11.831 empregos com carteira assinada.
Entre as unidades da federação, São Paulo registrou o maior número de vagas criadas (+67.223 ou +0,73%), seguido por Minas Gerais (+24.043 ou +0,80%) e Paraná (+20.090 ou +1,07%). Por outro lado, Alagoas se destacou pela eliminação de 16.545 postos (-6,56%).
O conjunto das Regiões Metropolitanas cresceu 0,48% em março, representando o incremento de 55.335 postos de trabalho. Já os municípios do interior dos estados desses aglomerados urbanos apresentaram expansão de 0,79% ou aumento de 81.845 vagas.
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