Reforma ministerial virá após arranjo partidário

26/02/2007 Reforma ministerial virá após arranjo partidário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (26), durante o seu programa semanal Café com o Presidente, que não haverá muitas mudanças na composição da nova equipe ministerial. Segundo ele, a maioria dos partidos políticos já está contemplada dentro do governo. “Você pode trocar alguns nomes. Mas a maioria dos partidos já está totalmente contemplada”, afirmou durante o programa, gravado antes de Lula viajar ao Uruguai para se encontrar com o presidente Tabaré Vazquez.

Ao ser indagado se aguardaria a convenção do PMDB, no próximo dia 11 de março, para anunciar os novos ministros, o presidente respondeu que a decisão depende do processo político dentros dos próprios partidos. “Não tenho compromisso de fazer (a reforma ministerial) depois da convenção ou antes da convenção. Esse não é o problema. O problema é que os partidos estão num processo de alinhamento. Ou seja, ainda não terminou esse movimento dentro dos partidos políticos, o que me dará muito mais tranqüilidade para definir a montagem do governo.”

Lula disse que, até o momento, todos os ministros que fizeram parte do primeiro mandato continuam no governo e que mudanças só serão anunciadas no “momento certo”. Ele não confirmou a saída ou a permanência de qualquer nome. “Até agora, todos continuam. Se você me pergunta isso daqui a dez dias, eu não sei se todos continuam, mas até agora todos continuam. O Gilberto Gil continua, o Waldir Pires continua, o Márcio Thomaz Bastos continua, o Furlan continua”, afirmou em referência aos ministros da Cultura, Defesa, Justiça e Desenvolvimento, Indústria e Comércio, respectivamente.

O presidente ainda não anunciou a nova equipe ministerial após a reeleição, mas já vem planejando, desde a vitória eleitoral em outubro do ano passado, o governo de coalizão para o segundo mandato. Onze partidos (PSC, PSB, PCdoB, PMDB, PP, PR, PV, PT, PDT, PTB e PRB) já anunciaram apoio ao governo nos próximos quatro anos.

Na tentativa de acomodar a base aliada no atual governo e discutir propostas programáticas até 2010, Lula já se reuniu com representantes da maioria dos partidos. Na última semana, por exemplo, ele recebeu, em seu gabinete no Palácio do Planalto, integrantes do PSB e do PCdoB. No último dia 13, antes do feriado de carnaval, reuniu-se com representantes do PP.

Andamento de projetos

Lula afirmou que a articulação política em torno da reforma ministerial e do governo de coalizão não está atrapalhando o andamento dos projetos para os próximos quatro anos. Ele disse que, apesar de não ter anunciado ainda o novo ministério, o governo está funcionando e os programas na área social e de infra-estrutura estão em fase de consolidação.

“O governo está funcionando. Nós estamos agora numa fase de concretização do projeto do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na área de saneamento básico, de habitação e na área de urbanização de favela. Nós já fizemos praticamente tudo a respeito dos projetos de energia, do projeto de estrada, de ferrovia, a revitalização do Rio São Francisco para levar água a alguns estados brasileiros”, explicou.

Lula anunciou que, nesta semana, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também vai apresentar a ele propostas que visam a melhorar a qualidade da educação no país. O presidente voltou a afirmar que, mais importante que o anúncio da reforma ministerial, é dar seqüência aos projetos de interesse da sociedade. “O que é importante para nós, neste momento, é o povo brasileiro ter a certeza de que nós estamos preparando a máquina para funcionar melhor do que funcionou no primeiro mandato, para as coisas serem mais ágeis e para a gente poder ter maior rendimento”, finalizou.

Constrangimento

Lula comentou que se sente “um pouco constrangido” com as citações da imprensa sobre possíveis nomes da reforma ministerial para compor o governo de coalizão. “A única coisa que, às vezes, me deixa assim um pouco constrangido é que eu vejo pela imprensa nomes e mais nomes, pessoas e mais pessoas. Todo dia sai um, todo dia entra um”, disse.

Lula afirmou que, até o momento, todos os ministros que fizeram parte do primeiro mandato continuam no governo e que mudanças só serão anunciadas no “momento certo”. Ele não confirmou a saída ou a permanência de qualquer nome e lembrou que sequer teria conversado com quem já demonstrou vontade de sair do governo. “Até agora, todos continuam. Se você me pergunta isso daqui a dez dias, eu não sei se todos continuam, mas até agora todos continuam. O Gilberto Gil continua, o Waldir Pires continua, o Márcio Thomaz Bastos continua, o Furlan continua. Eu também ainda não conversei com esses companheiros que, muitas vezes, vejo pela imprensa que têm vontade de sair.”

O presidente anunciou que não haverá muitas mudanças na composição da nova equipe ministerial. Segundo ele, a maioria dos partidos políticos já está contemplada dentro do governo. “Você pode trocar alguns nomes. Mas a maioria dos partidos já está totalmente contemplada”, afirmou.

Lula reconheceu que falta a participação do PDT dentro da composição do governo, além de “terminar uma articulação com o PMDB”. “Eu tenho trabalhado com muita insistência para uma unificação do PMDB como um todo na bancada federal no Senado. Todo mundo sabe da importância do PMDB para consolidar a nossa base de aliança.”

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