PT vai a Lula, leva apoio ao PAC e quer ajudar a potencializar seus efeitos
Em sua primeira reunião do ano, a Comissão Executiva Nacional (CEN) do PT discutiu, nesta segunda-feira (29), as repercussões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. Segundo integrantes da CEN, é tarefa do PT acompanhar e cobrar do governo o desenvolvimento das ações e auxiliar na divulgação do impacto que elas terão para a sociedade e para o país. Nesta terça-feira, a comissão política do partido levará ao presidente Lula seu apoio às medidas, em reunião às 16h, no Palácio do Planalto.
Para os integrantes da Executiva, iniciativa com essa amplitude em direção ao desenvolvimento não se via no Brasil há mais de 30 anos.
“Uma vez colocado em prática, [o programa] vai significar um aumento no crescimento do PIB e uma mudança no padrão desse crescimento”, ressaltou o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini.
Na reunião com Lula, os petistas devem também expressar preocupação com a baixa velocidade com que as taxas de juros vêm caindo. Na última reunião, na semana passada, o Copom reduziu a taxa Selic em apenas 0,25%.
“A decisão foi na contramão do que propõe o PAC. Estamos preocupados com a influência da taxa de juros no crescimento, mas não vamos fulanizar esse debate”, destacou a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti.
Eleição na Câmara
Nos informes feitos à CEN sobre as eleições para a Mesa da Câmara, tanto Berzoini quanto o líder do PT na Casa, Henrique Fontana (PT-RS), disseram estar confiantes na eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Segundo eles, as conversas que tem sido feitas junto aos parlamentares da base aliada dão maioria ao petista.
Comissão de Ética
A CEN também discutiu a situação partidária de Oswaldo Bargas e Expedito Veloso, apontados como participantes do episódio do dossiê contra tucanos, mas inocentados pela Polícia Federal. A Executiva decidiu fazer uma representação aos diretórios municipais de origem de ambos pedindo a instalação de comissão de ética para analisar a participação de ambos no caso, conforme prevê o Estatuto do PT.
Bruno Maranhão
A Executiva decidiu, ainda, convocar o dirigente nacional Bruno Maranhão para sua próxima reunião, quando ele terá oportunidade de explicar sua participação na invasão da Câmara dos Deputados no dia 6 de junho do ano passado. Bruno está afastado da Executiva do PT desde então. Após ser ouvido, a Executiva decidirá se instala a comissão de ética para analisar sua implicação no episódio.
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