PMDB decide apoiar Chinaglia para a presidência da Câmara
Na votação realizada pelo PMDB, 46 deputados deram apoio para Chinaglia e 11 para o atual o presidente e candidato à reeleição, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Ao anunciar o resultado da votação, o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer, afirmou que o partido optou “por um acordo político e apoiará unido” a candidatura de Chinaglia. “Além de apoiar a proposta do deputado Chinaglia, o PMDB também decidiu, no voto, que a decisão do PMDB seja acolhida por unanimidade. Ou seja, a bancada saiu unida e assim constará da ata e da comunicação que será feita à comissão executiva. “A bancada unanimemente apoiará a candidatura de Arlindo Chinaglia”, afirmou Temer.
Confiança
Após a declaração do apoio do PMDB, o deputado Arlindo Chinaglia foi recebido por toda a bancada peemedebista e afirmou que sentia-se honrado com o apoio. “É uma grande honra ter merecido a confiança da bancada do PMDB. Quero agradecer a confiança e parabenizar todos aqueles que construíram esta decisão, que seguramente é um fato político importante nesta eleição. Me sinto bem mais fortalecido, com mais otimismo com a decisão do PMDB de se incorporar definitivamente na campanha, não só pelo peso numérico do PMDB, mas fundamentalmente pelo peso político”, disse o petista.
Arlindo Chinaglia afirmou que a decisão do PMDB representa um momento de “orgulho” e de “compromisso”, referindo à carta encaminhada pelo PT ao PMDB pedindo apoio para o primeiro biênio na presidência da Casa em troca do apoio ao PMDB nos dois anos seguintes da legislatura. “Tudo aquilo que foi falado, os companheiros sabem que construímos uma relação superior de confiança”, disse.
O líder do governo classificou como “atitude de grandeza” a decisão dos pré-candidatos do PMDB à presidência da Câmara, deputados Geddel Vieira Lima (BA), Eunício Oliveira (CE) e Edinho Bez (SC) que abriram mão de suas candidaturas para apoiá-lo na disputa.
“Eles tiveram uma atitude de grandeza, porque submeteram aquilo que seria legítimo pleitear, à uma decisão da bancada. Isso me faz lembrar que na eleição passada, mesmo a bancada do PT tendo me escolhido, eu retirei minha candidatura em favor do deputado Aldo Rebelo, exatamente porque aquela foi também uma avaliação política. Isso significa que nós, homens públicos, temos que agir em consonância com a representação que a sociedade nos delega através do voto”, disse o líder do governo.
Carta
Chinaglia destacou que sua campanha e gestão, caso eleito, terá a “preocupação central” de trabalhar para que a Câmara “esteja cada vez mais à altura das aspirações do povo brasileiro”. O líder do governo reiterou que está elaborando uma carta com os pontos da campanha e que será encaminhada a todos os deputados. “Nesta carta afirmarei que a dimensão de todo o parlamentar eleito é de que a representação popular nos dá o direito da representação, mas isso não dá o direito de sequer imaginar que o povo será substituído por nós”, disse.
O petista ressaltou que a partir de agora “vai buscar construir em nome do PT e do PMDB a vitória de uma proposta”. “Não tenho da presunção de dizer que agora tenho a maioria na Casa. Porém, esse é um passo importante e mesmo antes da decisão formal do PMDB eu atuava com moderado otimismo e agora eu diria que meu otimismo aumentou um pouquinho para buscarmos construir a vitória de uma proposta”, finalizou Chinaglia.
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