O Presidente Lula recebeu o apoio de 2.134 prefeitos, em Brasília.

25/09/2006 O Presidente Lula recebeu o apoio de 2.134 prefeitos, em Brasília.

Num dos mais importantes atos políticos de sua campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, recebeu manifesto com apoio de 2.135 prefeitos, de 22 partidos, inclusive do PSDB e do PFL, principais adversários na disputa presidencial.

“Quanto mais eles [a oposição] baixarem o nível, mais eu vou elevar o nível.” Lula disse que “tem gente neste país que ainda não aprendeu a viver em democracia”.

Por mais de duas horas, prefeitos das cinco regiões brasileiras se revezaram fazendo discursos favoráveis à reeleição do presidente e defendendo o argumento de que o episódio do dossiê é uma manobra da oposição para impedir a vitória de Lula.

Alerta

Lula pediu empenho dos prefeitos na reta final da eleição e voltou a dizer que os adversários estão desesperados. “É preciso ficar de olho, porque tem gente neste país que ainda não aprendeu a viver na democracia. Tem gente neste país que pensou: “vamos deixar o operário entrar, que ele não vai dar certo, e depois a gente volta com toda força””, disse.

“Só que os números mostraram que nós demos muito mais certo que eles e eles agora estão ansiosos para ver se existe outros meios que não a relação democrática da eleição para evitar que as pessoas dirijam este país”, acrescentou o presidente, depois de agradecer o apoio que recebeu, na véspera, de entidades sindicais no meio da crise do dossiê.

Para Lula, devido ao desespero, seus adversários “estão tentando todos os dias baixar mais o nível”.

O ministro de Relações Institucionais , Tarso Genro, também disse que a oposição quer “melar o processo eleitoral e gerar instabilidade política” ao explorar a compra do dossiê contra o candidato ao governo de São Paulo, José Serra.

Ele conclamou os prefeitos a não permitirem “que os resultados das urnas sejam fraudados pela manipulação da informação unilateral e de forma absolutamente arbitrária”.

Tarso afirmou que desde o início da campanha sabia que esses seriam os dias mais “difíceis e problemáticos”.

Ele disse que “os debaixo ousaram levantaram suas cabeças” e que o governo vem sendo atacado de “todas as formas numa tentativa de impedir a vitória de Lula”.

Dossiê

Lula voltou a repudiar o comportamento de pessoas ligadas à campanha envolvidas no episódio da suposta compra do dossiê. Ele considerou “deplorável” a negociação de membros do PT para a compra de um dossiê contra políticos tucanos. Segundo Lula, os envolvidos na compra do material “são tão bandidos quanto quem queria vender”.

O presidente reiterou que é o maior interessado em apurar o episódio. “Eu sou o maior interessado em apurar esse negócio, eu quero saber toda a tramóia, que diabo de conteúdo tinha esse dossiê, que arapuca é essa. Porque se não tiver nada, quem fez isso não era de grande inteligência. É deplorável negociar com bandido e quem compra informação de bandido é tão bandido quanto os outros”, disse.

Lula disse que se o conteúdo não for divulgado “vai ficar tudo muito difícil”. Ele também disparou críticas contra o serviço de inteligência do PT, que seria responsável pela compra do material. “Se não tiver nada, quem fez isso não era de inteligência coisa nenhuma.”

Segundo turno

Na solenidade, o vice-presidente José Alencar, que também concorre à reeleição, disse que Lula vai vencer no primeiro turno “queiram ou não queiram. Essa é a vontade do povo e eles (adversários) não têm poder para mudar o povo”.

Otimista, o presidente disse que vai ganhar a eleição, mas admitiu a possibilidade de um segundo turno eleitoral. “Se não der no primeiro e tiver segundo turno, não tem problema. Mas que vamos ganhar, isso tenho certeza”, afirmou.

Fonte: Site do PT Nacional.

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