O momento é agora!

18/04/2006 O momento é agora!

“Como é difícil acordar calado/ Se na calada da noite eu me dano/Quero lançar um grito desumano/Que é uma maneira de ser escutado/Esse silêncio todo me atordoa…”. Não há como silenciar depois da leitura dos livros Cabeça de Porco e Falcão: meninos do tráfico. Os relatos pessoais de MV Bill e Celso Athayde jogam luzes sobre os dados colhidos nas pesquisas da UNESCO e do IBGE: os jovens pobres e negros estão sendo exterminados. São as vítimas preferenciais da violência e do desemprego. Não têm igualdade de oportunidade e nem visibilidade. É a escravidão se perpetuando…

Reflita! O que deve ser acordar todos os dias e se deparar com a morte, a pobreza/miséria, a discriminação racial, a dolorosa sensação que nada vai mudar e as instituições não funcionam para aqueles que carregam na cor da pele, no tipo de cabelo, no local onde moram as marcas humanas do sofrimento, as quais, contraditoriamente, se transformam em motivos para exclusão e apartação social e econômica?

As soluções não são fáceis e impossíveis no sistema do capital. Nem por isso devemos ficar inertes. As políticas públicas para juventude do Governo Lula (Projeto Escola de Fábrica, ProJovem, ProUNI, Primeiro Emprego etc.) demonstram que é possível avançar, renovar a esperança e tornar os jovens sujeitos de direitos.

Mas para ir além do capital e da globalização excludente é preciso muita mobilização. É preciso romper com o silêncio! É preciso dizer não! É preciso ocupar os espaços públicos! Os exemplos do movimento por direitos civis nos EUA (1960), através de ações diretas de não-violência, e dos jovens franceses, contra o novo contrato de trabalho, mostram o caminho. O caminho é azucrinarmos os que não escutam o grito de dor da tragédia que é a vida dos nossos jovens nas favelas e periferias. Chegou à hora! O momento é agora!

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