O eleitor e a enganação (2)
Com isso procura escamotear sua biografia parlamentar em que se destacam haver sido Vice-Líder do Governo Fernando Henrique Cardoso no ano de 1993, Vice-Líder do Bloco PFL/PST, no período 2001-2002 e Vice-Líder do PFL no ano de 2002.
Nessa posição de liderança, Moroni foi um defensor ferrenho do processo de privatização das telefônicas e das empresas de energia elétrica, realizado pelo governo Fernando Henrique, da implantação do programa de salvação dos bancos privados – PROER e do Sistema de Vigilância da Amazônia – SIVAM, todos projetos controversos e sob suspeita de corrupção. Foi também um dos maiores defensores da proposta de reeleição do presidente Fernando Henrique, que promoveu, comprovadamente, a compra de votos para sua aprovação no Congresso Nacional, resultando na cassação de dois deputados que admitiram haver recebido R$ 200 mil cada um para votar a favor da reeleição.
Moroni se autoproclama especialista em segurança pública e declara que irá resolver esse problema de dimensão nacional no cargo de senador, se eleito for.
A primeira observação é que na condição de secretário de segurança, de vice-governador, de deputado, relator da CPI do Extermínio, Moroni não resolveu o problema da segurança em nosso Estado. Em segundo lugar, é preciso observar que até agora, Moroni foi incapaz de apontar, com consistência, quais são os problemas do aparato de segurança do Ceará. Sob esse aspecto, podemos fazer duas reflexões: a) Moroni só tem gogó e não entende nada de segurança, b) Moroni não tem coragem de enfrentar o problema porque é aliado de Lúcio. Num caso ou no outro, uma constatação única pode ser feita: Moroni não tem condições de enfrentar o problema e, portanto, está vendendo ao eleitor o que não pode entregar.
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