Lula pede a conselho propostas para reformas política e tributária
Consideradas as prioridades iniciais do segundo mandato presidencial, Lula também se comprometeu a informar o grupo na próxima semana sobre o pacote fiscal a ser lançado pelo governo.
Os partidos terão conhecimento das medidas que estão em estudo para garantir o crescimento econômico antes de serem anunciadas. Isso não significa, no entanto, segundo o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), que eles terão poder de veto nesta questão.
“O conselho político não é deliberativo, emite opinião política que o presidente pode achar conveniente acatar ou não as sugestões”, disse.
No encontro, o Lula pediu “sintonia fina” aos partidos da coalizão. Marco Aurélio Garcia, presidente do PT, disse que se a coalizão for para valer, o governo não perderá mais nenhuma votação no Congresso.
“Só haveria possibilidade de derrota se a coalizão não fosse capaz de dar seqüência a esse espírito que vem sendo construído pelo presidente”, disse.
O presidente também não sinalizou para os partidos quando pretende compor seu novo ministério. “Este assunto será tratado no momento oportuno”, disse o presidente do PT.
Participaram do encontro os presidentes do PC do B, Renato Rabelo, do PRB, Vitor Araújo, do PMDB, Michel Temer (SP), do PDT, Carlos Lupi, do PR, Alfredo Nascimento, do PV, Luiz Penna, do PP, Nélio Dias, do PRB, Marcelo Crivela e do PSB, Eduardo Campos. Também estavam presentes o líder do PTB na Câmara, deputado José Múcio (PE), e o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.
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