Lula diz que pobres nunca tiveram tanta atenção no país quanto agora

28/11/2005 Lula diz que pobres nunca tiveram tanta atenção no país quanto agora

“Os pobres nunca tiveram tanta atenção no país como agora”. A afirmação foi feita no dia 25/11, em Fortaleza, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao participar da cerimônia de assinatura do projeto de construção da Ferrovia Transnordestina, na sede do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

“Em nenhum momento da história do Brasil, os pobres tiveram tanta atenção como estão tendo agora”, afirmou Lula. Segundo o presidente, houve várias tentativas anteriores, mas os pobres tinham dificuldade até de solicitar empréstimo em um banco. “Pobre conseguir entrar num banco era difícil”, destacou.

Além da ferrovia, o presidente citou o projeto de integração do rio São Francisco e o do biodiesel, que vão proporcionar um salto qualitativo no Nordeste nas próximas décadas. De acordo com Lula, a região deixará de ser exportadora de trabalhadores.

“Hoje, nós marcamos um novo começo de vida para o povo nordestino. Eu sou um brasileiro otimista. Estejam certos que o Brasil nunca mais voltará a ser o mesmo”, disse ele.

Durante o evento, o governo anunciou a liberação de R$ 350 milhões para construção do metrô da capital cearense. Após a atividade, o presidente seguiu para Arneiroz onde inaugurou o açude Arneiroz II. A barragem – de 34,2 metros de altura e 1,4 quilômetro de extensão – custou R$ 21,2 milhões e beneficiará uma população de 24 mil habitantes dos municípios de Saboeiro e Arneiroz.

Fonte: Agência Brasil

Transnordestina faz parte de plano para aumentar número de ferrovias

Brasília – A nova Transnordestina integra o Plano de Revitalização de Ferrovias, lançado em 2003 pelo governo federal com o objetivo de reequilibrar a matriz de transporte de cargas do país. De acordo com o Ministério dos Transportes, mais da metade da carga brasileira (63%) segue por rodovias.

Cerca de 24% da carga do país é transportada por ferrovias e 13% por hidrovias. O desequilíbrio, segundo estimativas da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), resulta em um gasto extra anual de US$ 1 bilhão, principalmente no transporte de produtos de mineração, siderurgia e agronegócio.

“O Plano de Revitalização de Ferrovias faz um diagnóstico e aponta alternativas, É mais um plano indicativo do que um plano de governo”, explicou José Augusto Valente, secretário de Política Nacional de Transportes, em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

Esse diagnóstico indica as obras necessárias para o aumento da oferta de transporte ferroviário de cargas e para a integração da malha entre si e com as outras alternativas de transporte, como forma de reduzir custos. “Estamos trabalhando fortemente na readequação da matriz de transportes. Queremos aumentar as alternativas e nossa política é aumentar a oferta ferroviária e as portuárias”, afirmou Valente.

O programa de revitalização prevê ainda a implantação de trens turísticos, com preservação histórica e cultural e fomento ao turismo interno. De acordo com o secretário, entre os projetos prioritários, além da nova Transnordestina, estão a conclusão da Ferrovia Norte-Sul, a construção do Anel Ferroviário de São Paulo e a construção da Ligação Guarapuava – Ipiranga, no Paraná, na malha sob concessão da América Latina Logística (ALL).

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