Lula: Agora é crescimento, distribuição de renda e educação de qualidade
“Não tinha política econômica do Palocci. A política econômica era do governo. Nós deliberávamos com vários ministros”, disse o presidente. Ele afirmou ainda que, se o Brasil hoje está preparado para crescer mais, isso é resultado dos acertos e da seriedade dessa política.
“Controlar a inflação, ter um superávit de 4,25% e manter uma política fiscal rígida, foi uma necessidade”, afirmou.
“No segundo mandato, nós determinamos que nós vamos querer desenvolvimento econômico, distribuição de renda e educação de qualidade. E nós temos que procurar agora cumprir com esse tripé, que foi o compromisso dessa campanha”, acrescentou.
Interesses do país
O presidente Lula também reservou tempo na entrevista para retribuir as “alfinetadas” que o seu antecessor no Planalto, Fernando Henrique Cardoso, fez durante palestra na capital paulista.
“Eu lamento profundamente que um ex-presidente da República, que deveria ter um pensamento muito mais positivo com relação ao Brasil, viver instigando para que as coisas não dêem certo no Brasil”, afirmou.
“Os congressistas terão que votar, não porque é um projeto do presidente, mas porque é uma proposta que interessa ao Brasil”, respondeu Lula, mencionando o projeto da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, o Fundeb e a reforma política como um exemplos.
Lula voltou a afirmar que tem governado e continuará governando para todos os 190 milhões de brasileiros, mas ressaltou que sua prioridade máxima é acabar com a pobreza.
“Precisamos exterminar a miséria neste país”, disse, ao comentar que programas como o Bolsa Família continuarão existindo enquanto isso não acontecer.
Ao mesmo tempo, Lula afirmou que no próximo mandato trabalha para que aumentem as chamadas “portas de saída” dos programas sociais – o que, segundo o presidente, só acontecerá com crescimento econômico, geração de emprego e aumento da renda do trabalhador.
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