Lula afirma que país vive situação econômica sólida

26/03/2007 Lula afirma que país vive situação econômica sólida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a posse de três novos ministros, afirmou que o país vive uma situação econômica “sólida”, com a combinação de vários fatores, como, por exemplo, o resultado da revisão do Produto Interno Bruto (PIB) e o balanço das negociações salariais, feito ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Não há momento na história econômica do país em que a gente tenha tantos fatores positivos combinando entre si. E totalmente combinados entre si. E que o Brasil poucas vezes na sua história teve uma situação privilegiada como estamos tendo”, disse.

“Alguns poderiam dizer: “é sorte, a economia mundial vai bem, então o governo do presidente Lula está com sorte”. Mas os mesmos que dizem que é sorte por causa das conquistas, não diziam que era sorte quando tivemos que fazer um dos maiores apertos na economia brasileira no ano de 2003. Sabe Deus o que nós passamos em 2003. Os congressistas souberam logo de início porque o corte do orçamento foi pesado. E todo mundo sabe que as decisões econômicas que tomamos foram decisões econômicas baseadas no acúmulo de capital político que tínhamos no instante. E tínhamos consciência de que era preciso construir as coisas que era preciso construir logo no início do nosso governo”, lembrou.

A pesquisa do Dieese mostra que, de 656 negociações de reajuste salarial no país no ano passado analisadas pelo Dieese, 96% garantiram a manutenção do poder de compra dos salários estabelecidos na data-base anterior, com reajustes iguais ou superiores à variação acumulada do índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, 86% das negociações registradas no Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) do Dieese tiveram reajustes superiores à inflação, ou seja, foram conquistados ganhos salariais reais em relação ao ano anterior.

“Essa é uma grande novidade na politica nacional, porque durante 20 anos da minha vida participei dos mais importantes movimentos acontecidos no Brasil, fiz parte dos sindicalistas que fizeram as greves mais importantes nas décadas de 70 e de 80 e, muitas vezes, quando a gente recebia reajuste próximo da inflação, para nós já era um ganho. Num momento em que, muitas vezes, o governo da época não permitia que sequer o ministro do Trabalho se reunisse com os trabalhadores. E hoje atingimos um grau de fortalecimetno da democracia e de reconhecimento das negociações coletivas que eu nem fico sabendo a categoria que está negociando. Para mim, o que desejo na verdade é o resultado final”, disse.

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