Íris Tavares pede isenção de ICMS para “camisinha feminina”
O projeto agora será encaminhado à procuradoria da Assembléia Legislativa.
A parlamentar relata que a partir de outubro de 1999, o Ministério da Saúde começou a distribuir dois milhões de preservativos para a mulher nos postos de saúde de todo o país, a camisinha feminina, que foram, inicialmente, destinadas apenas aos grupos mais vulneráveis ao vírus HIV, como as prostitutas. Segundo pesquisa realizada com 2.453 mulheres, a aceitação desse método contraceptivo foi de 70% dentro do grupo com média de idade de 30 anos.
A pesquisa apresentou os seguintes resultados:
Principais vantagens:
• proteção contra DST/AIDS = 62%,
• conforto = 38%, e
• autonomia que permite à mulher = 27%.
Para Íris, mesmo existindo questionamentos sobre a eficiência da camisinha feminina em relação ao preservativo masculino, isso acontece somente da falta de informação.“Se bem colocada, ela evita todas as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez. O grande problema é que ela ainda é pouco conhecida entre a maioria das mulheres e custa mais caro.
Sua grande utilidade, nos casos em que o parceiro não gosta de usar camisinha, é que o seu uso depende apenas da mulher, podendo ser colocada até 8 horas antes do ato sexual, facilitando para a mulher a prevenção, proporcionando-lhe o poder de decidir sobre o uso de um preservativo”,defende.
A deputada acredita na sensiblização dos deputados e deputadas para que os mesmos aprovem da mensagem já que esse projeto indicativo de lei pretende reduzir o preço ao consumidor do preservativo feminino, que custa entre R$ 2,00 e R$ 3,00, tornando-o inacessível à parcela significativa da população cearense.
Compartilhe