Haddad detona super-ricos: “a pergunta é, é nós contra eles ou é eles contra nós?”; veja vídeo
Haddad falou em “colocar o dedo nas feridas históricas do Brasil” e lembrou que Bolsonaro “tratou as bets como se fossem Santas Casas de Misericórdia”. “Não cobrou um centavo das bets durante quatro anos”.
Fonte: Revista Fórum
Foto: Diogo Zacarias/MF
Ministro da Fazenda de Lula, Fernando Haddad expôs a tática dos super-ricos de usar a mídia liberal para fugir do debate sobre a taxação dos super ricos e se vitimizar acusando o governo de dividir o país com o discurso de “nós contra eles”.
“Nós devemos comemorar o fato de que, de novo, nós estamos entre as dez maiores economias do mundo, de novo com o governo Lula, mas nós continuamos entre as dez piores economias do mundo do ponto de vista da igualdade social, da distribuição de renda. Então não é razoável que 1% da população faça esse inferno na internet dizendo que nós estamos colocando nós contra eles”, disse Haddad em entrevista a Igor Gadelha, do site Metrópoles.
Em seguida, o ministro escancarou a cooptação da ultradireita e da mídia liberal para angariar apoio a esse “1%”.
“Nós quem? 99% contra 1%? Como assim? E contra por quê? Se eles não pagam nem o que nós pagamos. Se eles pagassem pelo menos o que nós pagamos, 99%, estava de boa. Mas não, esse 1% não quer pagar nem o que os 99 pagam”, afirmou.
“Então a pergunta é, é nós contra eles ou é eles contra nós? O que está acontecendo no Brasil? Por que esse 1% tem tanta influência no país pagando menos do que os 99? Olha, a gente começa a colocar o dedo nas feridas históricas do Brasil, eu estou falando de feridas de 500 anos, 350 de escravidão. E começam a corrigir, corrigir”, emendou.
Haddad ainda detonou a ligação de Jair Bolsonaro (PL) com as plataformas de apostas online, que o governo quer taxar em 18%, mas enfrenta resistência da bancada ligada ao ex-presidente.
“Nós combatemos os privilégios das bets. O governo anterior tratou as bets como se fossem Santas Casas de Misericórdia. Não cobrou um centavo das bets durante quatro anos. O Bolsonaro, que se diz amante da religião, foi o cara que contribuiu para que o jogo no Brasil tomasse uma dimensão absurda, sem cobrar um centavo das bets”, afirmou.
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