Guimarães repudia inclusão de seu nome em relatório da CPMI

31/03/2006 Guimarães repudia inclusão de seu nome em relatório da CPMI

O deputado José Guimarães (PT) condenou no dia 30/03 a inclusão do seu nome no relatório final da CPMI dos Correios, apresentado ontem pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da comissão. “É uma peça de pura ficção. Não tem o menor fundamento. A inclusão do meu nome é um absurdo. Meu nome não aprece nenhuma vez em todo o relatório, a não ser como possível beneficiário. Isso é uma irresponsabilidade”, afirmou.

Uma das críticas do deputado ao conteúdo do relatório é o fato de que no texto o próprio relator admite que não estudou a defesa de alguns citados. “Esta relatoria não teve como avaliar a documentação que sustentou as defesas”, diz trecho na página 488. Na seqüência, fica evidente que os nomes de diversos parlamentares são citados apenas por suposição de prática de irregularidade. “Assim, podem ter incorrido em crime eleitoral e de sonegação fiscal”, diz o texto, trazendo a seguir uma lista de deputados federais.

Mesmo sem sustentar argumentação contra os parlamentares relacionados, o texto estende as acusações a uma outra lista de pessoas: “Além dos parlamentares, incorreram nos mesmos crimes as pessoas que operavam o esquema, para partidos, parlamentares ou em nome dos idealizadores dos seus idealizadores, e ainda aquelas que de qualquer forma se beneficiaram”.

O caráter genérico e subjetivo do relatório revoltou vários dos citados, entre eles Guimarães. “Não se pode fazer acusações às pessoas sem provas dessa forma”, reclamou. “Não fui investigado, não fui ouvido ou qualquer outra coisa por essa comissão, como posso ser incluído no relatório final numa situação dessas?”, questionou.

O deputado criticou ainda o tratamento que um jornal local deu ao caso, dando grande destaque a uma acusação feita sem qualquer prova. “A liberdade de expressão e de imprensa têm de ser respeitadas e defendidas até o fim, mas é preciso que se respeite a honra das pessoas. É preciso ter mais responsabilidade no tratamento das noticias para que as pessoas de bem não sejam prejudicadas”, afirmou.

Em Brasília, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana (RS), comentou a falta de fundamento do relatório. “O indiciamento dos ex-ministros Dirceu e Gushiken é absolutamente ilegal porque não houve nenhum ato de corrupção ativa comprovado pela CPMI. Isso é um indiciamento feito pelo relator que não encontra respaldo nos fatos investigados. Vamos trabalhar para modificar”, disse.

FONTE: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

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