Guimarães elogia indicação de Mantega

29/03/2006 Guimarães elogia indicação de Mantega

O deputado José Guimarães (PT) comentou no dia 28/03 a indicação do economista Guido Mantega para ser o novo ministro da Fazenda do Governo Lula, assumindo o lugar deixado por Antonio Palocci. Para o parlamentar, Mantega tem todas as condições de manter os bons índices da economia brasileira.

Para o petista, a economia brasileira atingiu um nível de solidez com o presidente Lula que a saída de Palocci não deverá representar problema para o país. “Esse fato não vai trazer dificuldades que interrompam o crescimento econômico, a geração de emprego, a melhoria da renda e a queda nas taxas de juros que estamos acompanhando”, disse Guimarães.

José Guimarães elogiou o ex-ministro, mas fez questão de expressar otimismo quanto ao futuro do país. “Devemos muito ao trabalho eficiente do ministro Antonio Palocci nesses últimos três anos. Ele sai de cabeça erguida, ciente da sua contribuição ao país. Já o mantega é um quadro experiente, comprometido com o projeto do PT e do presidente Lula para o Brasil. Ele reúne todas as condições de continuar o trabalho e efetuar correções necessárias para que o país continue avançando”, afirmou.

“O novo ministro já mostrou sua competência quando esteve à frente do (Ministério do) Planejamento e quando comandou o BNDES. Estamos certos de que o Ministério da Fazenda continua em boas mãos”, finalizou.

Mantega assessora economicamente Lula desde 1989

Assessor econômico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde 1993, Guido Mantega também foi membro da Coordenação do Programa Econômico do PT nas eleições de 1989 e 1998. Na administração de Luiza Erundina na Prefeitura de São Paulo (1989-1992), Mantega trabalhou com o secretário de Planejamento, Paul Singer.

Entre 1999 e 2002, Mantega organizou um grupo semanal de discussão no Instituto Cidadania, organização coordenada por Lula em São Paulo. Em 2001, esse grupo divulgou um documento que antecipava as idéias da Carta ao Povo Brasileiro – em que o então candidato Lula iria prometer não romper contratos do governo e manter o pagamento da dívida pública. Foi um dos coordenadores do programa econômico da campanha de Lula em 2002.

Mantega iniciou o governo Lula como ministro do Planejamento, em 2003. Em novembro de 2004, foi transferido para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cargo que ocupou até hoje.

À frente do Planejamento, Mantega foi responsável pela elaboração do projeto de lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs). Também coordenou o Plano Pluri-Anual (PPA) 2004-2007.

Diferente de Palocci, que tem carreira política e formação em medicina, Mantega é economista e sociólogo, com carreira acadêmica e diversos livros publicados, como “Acumulação Monopolista e Crises no Brasil” (1981), “A Economia Política Brasileira” (1984) e “Sexo e Poder” (1979).

Na economia, Mantega é considerado um “desenvolvimentista”, sendo adepto das idéias de Celso Furtado, entre outros. À frente do BNDES, por exemplo, tem defendido a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que serve como referência para os empréstimos do banco. As altas taxas de juro eram um dos principais pontos de crítica à gestão de Antonio Palocci na Fazenda.

Nascido em Gênova, na Itália, Mantega veio criança para o Brasil. Formou-se em economia pela Universidade de São Paulo (USP), onde fez doutorado em sociologia. Foi professor da Fundação Getúlio Vargas.

FONTE: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL

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