Governos tucanos prejudicam mulheres

10/10/2006 Governos tucanos prejudicam mulheres

Sua principal face foi o corte nas políticas sociais, cujo impacto negativo afetou diretamente a vida das mulheres.

No governo Alckmin, as casas-abrigo e as delegacias foram desaparelhadas; e os recursos para investimentos e capacitação no setor foram cortados. Com raras exceções, as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) não funcionam à noite e nos finais de semanas, quando são registradas as
maiores incidências de violência sexista.

Na saúde, uma das áreas que mais sofreu dilapidação foi o serviço de assistência integral à saúde da mulher. O sucateamento desse serviço fez com que muitas doenças específicas das mulheres – como cânceres de útero e de mama – continuassem sendo a grande causa de óbito na população feminina.

Durante o governo Alckmin, em São Paulo, nunca houve uma política voltada para as mulheres. Se analisarmos os 47 projetos eleitos como estratégicos pelo governo estadual, não há um sequer que dê prioridade para as políticas para as mulheres ou sobre as relações de gênero. No Plano Plurianual (PPA), 2004 a 2007, existem
217 Programas e Ações, porém, não encontramos em nenhum deles a referência à população feminina do Estado.

Outro exemplo do descaso do PSDB com a promoção de igualdade de gênero é a atual situação do Conselho Estadual da Condição Feminina. Criado em 1983, o Conselho foi o primeiro órgão público no Brasil no qual havia uma discussão para a implantação de políticas públicas em articulação com outras secretarias. O que deveria ser um exemplo de pioneirismo acabou sendo esquecido por falta de apoio dos sucessivos governos tucanos no Estado.

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