Em Fortaleza, mais de 30 mil vão às ruas em defesa da Previdência
No Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, centrais sindicais, movimentos sociais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizaram, nesta sexta-feira (22/3), mais de 50 atos na capital e no interior do Ceará. Em Fortaleza, a manifestação teve concentração na Praça da Imprensa, passou pela sede do INSS e terminou na Praça Portugal, no coração do bairro Aldeota. “57 cidades, mais de 30 mil pessoas só na capital, seis centrais sindicais e trabalhadores de vários setores nas ruas para dizer que a reforma proposta pelo eleito é pior do que a de Temer e atinge principalmente as mulheres”, disse o presidente da CUT-CE, Wil Pereira.
Além das centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, os deputados estaduais cearenses reforçaram a importância do ato em defesa dos direitos da classe trabalhadora. “Os trabalhadores organizados dizem não a essa reforma que não respeita o povo brasileiro. Temos de fazer um corpo a corpo com os parlamentares federais para pressioná-los a defender o interesse do povo brasileiro e não o dos banqueiros. Quem voltar contra o povo, não volta”, disse o deputado estadual Moisés Braz (PT-CE).
“O governo anti-povo quer prejudicar a todos, principalmente as mulheres com essa reforma. Somente a unidade, consciência e organização irão nos levar à vitória”, reforçou o deputado estadual Renato Roseno (PSOL). Para o deputado estadual Acrísio Sena (PT), fica claro que “não podemos permitir que essa proposta criminosa seja aprovada. O povo na rua não concorda e não aceita a destruição da previdência”, disse.
“O primeiro passo foi dado no dia 8 de março com o ato das mulheres em todo o país. O de hoje é aquecimento para uma possível greve geral. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, não aceitaremos essa retirada de direitos proposta pela reforma que quer o fim da aposentadoria”, explicou Wil Pereira. Para o presidente da CSP/Conlutas, Nestor Bezerra, “o governo não defende o interesse da classe trabalhadora. O ato de hoje ainda está muito pouco para o que precisamos. Temos que aumentar a mobilização e partir rumo a uma greve geral contra a Reforma da Previdência”, ressaltou.
Para Nascélia Silva, presidente do Sindifort e secretária da Intersindical Ceará, “somente através da luta poderemos derrotar estas medidas e este governo de extrema-direita que não respeita a Constituição e quer que trabalhemos até morrer sem direito a aposentadoria, tudo para dar lucro a banqueiros e especuladores”.
“Estamos nas ruas firmes e fortes para defender a Previdência Social”, disse Francisco Moura, vice-presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). “Este movimento tem que crescer e se espalhar por todo o país”, falou Adílio, representante da Força Sindical, ao reforçar o compromisso unificado das centrais com a derrubada da proposta de reforma apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).
De acordo com Luciano Simplício, presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “o povo cearense mandou um forte recado para a bancada federal do estado, ao dizer que não aceita a proposta apresentada pelo governo”.
PRESSÃO POPULAR
Durante a gestão de Temer, a proposta de reforma da previdência já estava em evidência, mas o povo nas ruas conseguiu barrar com a unidade e organização das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. “Vamos impemais esse retrocesso. Esse ato é um ensaio para a greve geral. O Bolsonaro defende a violência e criminaliza os movimentos social e sindical. Vamos às ruas”, reforçou Doris Soares coordenador do MTST no Ceará e da Frente Povo Sem Medo.
“Não vamos aceitar que o interesse dos banqueiros seja maior que o interesse da classe trabalhadora. Passar a conta para a classe trabalhadora e diminuir a contribuição das empresas, é isso que eles querem. Não vamos sair das ruas enquanto não derrotarmos a reforma da Previdência”, fortaleceu o líder do PT na Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Guilherme Sampaio (PT).
“Isso é somente o pontapé inicial. Amplo trabalho de base e convencimento em todas as comunidades. Somos radicalmente contra a reforma. Não tem emenda. Faremos grandes mobilizações a partir do dia 7 de abril para tirar Lula da cadeia”. Maria de Jesus (MST), representando a Frente Brasil popular.
Por Polianna Uchoa, comunicação do PT Ceará, com colaboração de Elton Viana (Dep. Fed. Guimarães).
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