Em 2 anos, mortalidade infantil cai 8,7%
O cálculo foi feito a partir de uma investigação das mortes nos Estados e municípios e os dados foram consolidados pela Secretaria de Vigilância em Saúde.
Em 2002, 25,1 crianças em cada mil morriam antes de completar um ano. Em 2004, o número caiu para 23,1 crianças. Em relação à morte de bebês, em 2002 foram 16,5 crianças mortas em cada mil. Em 2004, foram 15,3. O ministério não apresentou números de redução da mortalidade materna, que em 2004 foi de 74,5 mães para cada cem mil nascidos vivos.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera como situação aceitável que ocorram no máximo 10 mortes por mil nascidos vivos, tanto neonatais como infantis. No caso da mortalidade materna, a ONU diz que os países devem manter o índice entre 6 e 20.
O governo atribui a redução das mortalidades neonatal e infantil ao lançamento, há exatos dois anos, do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. O objetivo era reduzir em 15% os índices de mortalidade materna e neonatal até o final de 2006, por meio da parceria entre Estados, municípios e sociedade.
O acordo foi considerado uma experiência modelo pela ONU (Organização das Nações Unidas). Entre as ações previstas no pacto estão a elaboração de planos de redução da mortalidade materna e neonatal, a organização de comitês de estudo da mortalidade infantil e materna, a qualificação de profissionais e a criação dos bancos de leite humano.
Desde a instituição do pacto já foram criados 71 planos de redução, 748 comitês municipais, 172 comitês regionais e 206 hospitalares. Também foram qualificados cerca de quatro mil profissionais de saúde e inaugurados 186 bancos de leite em todo o país. O ministério também liberou R$ 31,2 milhões para os 78 municípios onde são altos os índices de mortalidade.
As informações são da Agência Brasil.
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