Economia Solidária – Uma outra economia acontece

16/08/2006 Economia Solidária – Uma outra economia acontece

A Economia Solidária é um movimento amplo e profundo cujas raízes históricas se encontram nas ações e nas lutas de organizações de trabalhadores e trabalhadoras, de movimentos populares, de grupos engajados nas universidades e nas igrejas. Um movimento vivo, dinâmico, que se fortalece e se organiza cada vez mais e que começa a contar com apoio de governos.

Nesse processo de organização busca-se a concretização e vivência de novas relações econômicas e sociais que, de imediato, propiciem a sobrevivência e a melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas em diferentes partes do mundo.

As manifestações de Economia Solidária são diversas, dentre as quais se destacam: grupos informais e cooperativas de produção, de consumo solidário ou de serviços; entidades e grupos de crédito solidários como Bancos Comunitários e fundos rotativos; grupos de troca solidária com o uso de moeda social, empresas recuperadas e de autogestão; estabelecimento de cadeias solidárias de produção, comercialização e consumo, entre outras iniciativas. No seio da Economia Solidária aprofunda-se uma concepção de desenvolvimento sócio econômico que é ecologicamente sustentável, socialmente justa e economicamente dinâmica, reorganizando os processo de produção, comercialização, consumo e financiamento e desenvolvimento tecnológico com vistas à promoção do bem viver das coletividades e justa distribuição da riqueza socialmente produzida, superando a contradição entre capital e trabalho com base na autogestão dos trabalhadores e trabalhadoras e autodeterminação dos povos.

A Economia Solidária é geradora de trabalho emancipado, operando como uma força de transformação estrutural das relações econômicas, democratizando-as e superando a subalternidade do trabalho em relação ao capital.

A Economia Solidária afirma, a emergência de um novo ator social constituído de trabalhadores e consumidores como sujeitos históricos para a superação sistêmica dessa situação.

Os brasileiros e brasileiras estão se unindo para fazer Economia Solidária porque os frutos da economia dominante são muito amargos: desemprego, falta de terra para trabalhar, destruição do meio ambiente, ricos ficando cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres.

Nesse contexto o Ministério do Trabalho e Emprego, através da Secretaria Nacional de Economia Solidária, está desenvolvendo um conjunto de ações para o fortalecimento dessa prática. Dentre elas, destacamos o mapeamento da Economia Solidária, que se constitui numa iniciativa pioneira no mundo para identificar e caracterizar tais formas de organização do trabalho.

Foram identificados 14.954 empreendimentos solidários em 2.274 municípios do Brasil (o que corresponde a 41% dos municípios brasileiros). A esses empreendimentos econômicos solidários estão associados mais de 1 milhão e 250 mil homens e mulheres.

Uma outra ação importante realizada no governo LULA, convocada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, do Desenvolvimento Social e Combate a Fome e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário foi a I Conferência Nacional de Economia Solidária realizada em Brasília nos dias 26, 27, 28 e 29 de junho deste ano e que contou com a participação de 1.300 delegados e delegadas de todos os estados no Brasil. Vale ressaltar que esta foi precedida de Conferências Estaduais e micro regionais em todo o território nacional e se constituiu em um importante espaço de debate e formulação de políticas públicas para esse segmento.

Assim, a Economia Solidária torna-se uma importante alternativa de inclusão social pela via do trabalho e da renda. Isso é possível quando ocorre a combinação da cooperação, da autogestão e da solidariedade na realização de atividades econômicas, melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras da economia solidária, estabelecendo novas relações entre produtores e consumidores, respeitando o meio ambiente e contribuindo para os movimentos emancipatórios da sociedade.

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