Desenvolvimento com responsabilidade

05/04/2006 Desenvolvimento com responsabilidade

O que existe é a determinação de conduzir o país ao desenvolvimento sustentável, seguro e duradouro, com inclusão social. A guerrilha política, patrocinada pela oposição nos últimos 10 meses, não desviará o governo dos seus objetivos. Portanto, a ascensão de Guido Mantega ao comando do Ministério da Fazenda é a reafirmação da atual política econômica. Aliás, uma política da qual ele é parte integrante porque ajudou a construir. Estão dadas as condições para consolidar o desenvolvimento sustentável que perseguimos desde o início do mandato.

O desenvolvimento do país já começou! As exportações aumentaram de US$ 60,4 bilhões (2002) para US$ 118,3 bilhões em 2005. No governo FHC, as reservas internacionais caíram de US$ 38 bilhões para US$ 16,3 bilhões, em 2002. No governo Lula, elas cresceram para US$ 53,8 bilhões. No governo anterior, houve aumento de US$ 79 bilhões na dívida externa bruta. No atual governo, houve queda de R$ 41,9 bilhões na divida externa bruta. Pagamos toda a dívida com o FMI e encerramos o acordo de 1998 num ambiente de credibilidade internacional.

No governo do PSDB, houve aumento do desemprego de 8,6% (1994) para 11,7% em 2002. No governo Lula, houve o inverso. O desemprego caiu de 11,7% para 9,8% em 2005. Foram criados mais de 3,7 milhões de empregos com carteira assinada. Dados do Dieese revelam que, no ano passado, 72% das negociações trabalhistas conquistaram aumentos acima da inflação. E a pesquisa Pnad/IBGE mostra que houve redução de 8% da pobreza em 2004.

O crédito para agricultura familiar que fornece alimentos para todo o país cresceu de R$ 2,4 bilhões (2002) para R$ 9 bilhões em 2005. Os recursos federais para habitação em 2006 chegam a R$ 18,7 bilhões (167% a mais que em 2002). A inclusão bancária no atual governo gerou 6 milhões de contas bancárias simplificadas e isentas de tarifa.

É importante lembrar os investimentos em portos (inclusive Mucuripe e Pecém), aeroportos e a recuperação de 26 mil km de rodovias em todo o país, em especial no Ceará. Isso tudo sem falar nos programas Bolsa Família, que já atende a 8,4 milhões de famílias, e Luz para Todos que já retirou 2,6 milhões de pessoas da escuridão.

Por último, segundo o IBGE, o PIB brasileiro (soma de tudo que é produzido) chegou a R$ 1,937 trilhão, no ano passado, fazendo com que o país avançasse do 15º lugar para a 11ª posição no ranking das maiores economias do mundo. Ultrapassamos a Índia, Austrália, Holanda e México e voltamos a ocupar o posto de maior economia da América Latina.

Os números comprovam que a política econômica do governo Lula produz resultados diferentes e muito melhores do que revela a nossa história recente.

O Ministro Guido Mantega tem um perfil desenvolvimentista afinado com o presidente. Todos nós sonhamos com juros mais baixos. Mas é bom lembrar que em 2002 eles eram de 25% e hoje são de 16,5%. O Comitê de Política Monetária já vem baixando os juros desde o ano passado e tende a continuar essa trajetória. Estão dadas as condições para a queda acentuada dos juros. Mas isso ocorrerá de forma segura, sem desviar o olhar das conquistas e da responsabilidade fiscal.

* Publicado no jornal O POVO em 1º/4/06

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