Derrubada de decreto de Lula sobre IOF foi vitória dos ricaços sobre o povo brasileiro, denuncia Bohn Gass
Deputado destaca que o governo Lula tem trabalhado para fazer uma coisa simples e justa: cobrar mais de quem tem muito e aliviar a vida de quem trabalha duro todo dia
Fonte: PT
Foto: Divulgação/Parlasul
O vice-líder do governo no Congresso Nacional, deputado Elvino Bohn Gass (PT-RS), rebateu o noticiário da mídia tradicional de que a derrubada, pela Câmara e Senado, do decreto do presidente Lula que ajustava a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tenha sido uma derrota do chefe do Executivo. “Sejamos diretamente: manchetes do tipo “Congresso impõe derrota a Lula” não dizem tudo. Informariam melhor se dissessem “Congresso impõe vitória dos ricos””, afirmou deputado, em artigo publicado no Portal Fórum .
“O governo Lula tem trabalhado para fazer uma coisa simples e justa: cobrar mais de quem tem muito e aliviar a vida de quem trabalha duro todo dia. É Lula cumprindo sua promessa de “botar o pobre no orçamento e rico no Imposto de Renda. Mas, no Congresso, a história é outra. Toda vez que o governo tenta mexer nos privilégios dos bilionários, que pagam pouco ou zero de imposto, vem um grupo de deputados e senadores para defender os de cima — e barrar o que seria justo para o povo.”, escreveu o parlamentar.
Leia a íntegra do artigo:
” Derrota de Lula? Não, vitória dos ricaços
Por Elvino Bohn Gass
Os mesmos que vivem dizendo “ninguém mais aguenta o imposto”, são os que se negaram a aprovar a autorização do IR de quem ganha R$ 5 mil e aprovaram isenções fiscais de R$ 800 bilhões para setores privilegiados da economia.
O governo Lula tem trabalhado para fazer uma coisa simples e justa: cobrar mais de quem tem muito e aliviar a vida de quem trabalha duro todo dia. É Lula cumprindo sua promessa de “botar o pobre no orçamento e rico no Imposto de Renda”.
Mas, no Congresso, a história é outra. Toda vez que o governo tenta mexer nos privilégios dos bilionários, que pagam pouco ou zero de imposto, vem um grupo de deputados e senadores para defender os de cima — e barrar o que seria justo para o povo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem sido transparente: o governo quer cobrar imposto dos fundos exclusivos (aquele dinheiro que só milionário tem guardado), taxar a grana escondida no paraíso fiscal, as apostas e os bancos, cortar as isenções absurdas que grandes empresas ganham sem dar retorno pro Brasil, e acabar com os “presentes” que sugam o dinheiro público, incluindo os rentistas.
E o governo Lula ainda solicitou autorização de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês — o que seria uma baita quebra para 20 milhões de brasileiros.
Mas, no Congresso, a história é outra. Derrubaram vetos de Lula, mantiveram isenções bilionárias e barraram propostas justas. Os mesmos que vivem dizendo “ninguém mais aguenta o imposto”, são os que se negaram a aprovar a autorização do IR de quem ganha R$ 5 mil e aprovaram isenções fiscais de R$ 800 bilhões para setores privilegiados da economia. Incoerência? Contradição? Não, é escolha política. Eles lá para isso: o defensor dos ricaços está.
Então, sejamos diretos: manchetes do tipo “Congresso impõe derrota a Lula”, não dizem tudo. Informariam melhor se dissessem “Congresso impõe vitória dos ricos”.
É inegável que a eleição de 2026 já começou. E que o objetivo de quem vota contra o governo é enfraquecer Lula. O que está em jogo é: que governo do Brasil terá a partir de 2027? Um governo que enfrenta os privilégios e defende oportunidades para o povo? Ou um governo que, protegendo os ricaços, mantém a velha e a triste verdade de que o Brasil, apesar de ser um país rico, é um campeão em desigualdade?
*Elvino Bohn Gass é deputado federal (PT/RS), vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional”
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