Deputada faz denúncia contra obra do governo
A adutora deveria revitalizar o mais importante reservatório de Quixadá, patrimônio histórico tombado pelo IPHAN, símbolo do município e provedor de água potável para a cidade.
No entanto, mesmo depois de anunciada como concluída , nenhuma gota de água do Pirabibu chegou ao Cedro. O reservatório quixadaense sofre com os baixos índices pluviométricos. A solução para a recuperação do Cedro foi apontada em 1993 num Seminário promovido pela Prefeitura. A idéia era resgatar o antigo sonho de transposição das águas do Rio Pirabibu. Para isso, seria necessário uma barragem e uma adutora.
Depois de quase uma década de promessas eleitoreiras dos tucanos, a obra foi iniciada em 2001. O Açude seria integrado à Bacia Hidrográfica do Banabuiú. Com valor superior a 15 milhões de reais, o investimento consiste na construção de uma adutora com uma extensão total de 16 km e uma barragem. A previsão de término era de 210 dias.
Em 21 de junho de 2002, o site oficial do governo estadual noticiou o término da adutora (veja abaixo), mas nunca cumpriu sua função: levar água do Pirabibu para o Cedro.
Uma comissão de vereadores da Câmara Municipal foi ao local investigar o fato.
Entrevistando os moradores e vistoriando a obra, eles verificaram a situação e ainda descobriram que a adutora só está beneficiando grandes produtores agrícolas. Um vídeo produzido pelos vereadores (clique aqui para assitir) mostrando a situação foi apresentado durante o pronunciamento da deputada Rachel no plenário da Assembléia no dia 14 de março.
Ela solicitou providências imediatas para a situação propondo requerimentos para o Tribunal de Contas do Estado investigar e para o Ministério da Integração Nacional assumir urgentemente a gestão da obra. “A revitalização do Açude Cedro é fundamental”, concluiu a deputada.
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