Debatendo a exclusão

26/04/2006 Debatendo a exclusão

A idéia é mais que louvável e pode permitir debate sobre a questão, ainda com pouca visibilidade no Ceará, onde, segundo o IBGE, 17,34% da população, o equivalente a 1.288.797 pessoas, são portadoras de algum tipo de deficiência.

Apesar de representarem percentual considerável do conjunto da população, os portadores de deficiência cearenses estão excluídos de atividades profissionais, educacionais, culturais, de saúde e de lazer. Matéria publicada em 02/04/06, no O POVO, mostra que a implantação de núcleos de atenção à pessoa portadora de deficiência em 45 municípios cearenses está andando a passos lentos, por conta do atraso na liberação dos recursos pelo Governo do Estado. Bom lembrar que 119 municípios ainda não estão incluídos no projeto de implantação.

A exclusão se configura ainda nas dificuldades de acessibilidade para os portadores de deficiência motora. Faltam rampas, elevadores, banheiros em prédios públicos e privados. As vias públicas não contam com calçadas, estacionamento e sinalização adequadas, além de transporte coletivo adaptado.

Não há um único aluno surdo em universidades públicas cearenses e não há intérpretes para recebê-los. Os portadores de deficiência visual não contam com material didático específico. Sabemos de iniciativas importantes tomadas por instituições como a UFC, mas elas são ainda uma gota no oceano.

Cabe aos poderes públicos, mas também à iniciativa privada, incluindo cada um de nós, iniciar esse debate, fazendo com que ele venha acompanhado de ações concretas para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Trata-se tão somente de reconhecê-los como cidadãos.

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