Cúpula sul-americana define prioridades para integração energética

17/04/2007 Cúpula sul-americana define prioridades para integração energética

As políticas e os projetos para o setor serão discutidos na 1ª Cúpula Energética da Comunidade Sul-Americana das Nações, que acontece em Ilha Margarita e deve reunir 10 mil pessoas.

Em seu programa semanal de rádio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participa da cúpula, destacou hoje que os países têm de estudar formas para que possam se integrar e superar dificuldades no setor.

“A nossa idéia é que a gente possa ter um diagnóstico correto da dificuldade de cada país na questão energética. Com esse diagnóstico, correto na mão, nós então apresentamos uma proposta do que fazer conjuntamente, onde arrumar dinheiro, qual projeto nós vamos ter para que a gente tenha uma integração”, afirmou.

Um dos principais pontos da Cúpula é o Gasoduto do Sul, um conjunto de tubulações que vai cortar quatro países (entre eles o Brasil) e distribuir para toda a região o gás das jazidas da Venezuela, Peru e Bolívia.

O primeiro trecho do gasoduto terá cerca de 5 mil quilômetros e levará o produto até Recife (PE). O custo total da obra é de US$ 20 bilhões.

Além do gás, os chefes de Estado e ministros vão questões ligadas ao petróleo, aos biocombustíveis, e a projetos de coordenação conjunta de políticas energéticas (Petroamerica, Petrosur, Petrocariben e Petroandina) e de financiamento da infra-estrutura de integração energética (Banco do Sul, IIRSA – Iniciativa para Integração Regional Sul-Americana, e CAF – Corporação Andina de Fomento).

Biocombustíves
Também durante o programa “Café com o presidente”, Lula afirmou que os países podem, sim, produzir biocombustíveis sem afetar as plantações de alimentos.

Para Lula, as atividades podem ocorrer simultaneamente. Ele reconhece, porém, que é preciso uma política de Estado sobre o assunto.

“Nós temos uma imensidão de um território, não apenas no Brasil, mas em todos os países da América do Sul, na África, que poderão tranqüilamente combinar a produção de oleaginosa para produzir o biodiesel e de cana para produzir o etanol, e ao mesmo tempo, produzir alimento. O que nós precisamos é ser racionais, trabalhar com muito cuidado nisso. Nós temos que ter uma política de Estado, orientando onde vai ser produzido, que tipo de coisa vai ser utilizada. Isso nós estamos tratando com o maior carinho; pelo menos, no caso do Brasil, nós não temos essa preocupação”, disse Lula.

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