Brasil e Chile buscam integração e justiça social
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no dia 11/04, ao receber a presidente do Chile Michelle Bachelet, que promover a integração da América do Sul e reduzir a desigualdade social são metas comuns dos dois países. Bachelet faz visita de Estado ao Brasil.
“Temos certeza de que as eleições deste ano no continente reafirmarão o empenho maior na redução da desigualdade e no crescimento com distribuição de renda e geração de empregos. Esse é um desafio mais que aproxima Chile e Brasil, países onde ainda persistem fortes desigualdades sociais”, disse Lula.
“Num mundo marcado por uma globalização desigual e por novas ameaças, Chile e Brasil apostam no fortalecimento do multilateralismo”, acrescentou o presidente.
Ele lembrou que muitos não apostavam em parcerias entre Brasil e Chile, pelo fato de não partilharem fronteiras. No entanto, ressaltou Lula, o comércio bilateral cresce a cada ano.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os negócios entre os dois países movimentaram US$ 5,3 bilhões em 2005 e os investimentos chilenos no Brasil chegaram a US$ 4 bilhões.
“Houve quem achasse que nossas relações não tinham futuro, por conta das diferenças de nossas políticas comerciais. Nesses três anos e três meses de minha presidência, pude constatar o imenso potencial de nossa parceria”.
O presidente parabenizou Michelle Bachelet pela vitória. Ela foi a primeira mulher eleita para a presidência do Chile, o que, para Lula, significa amadurecimento da sociedade chilena.
“Sua vitória é um símbolo e homenagem a todos aqueles que resistiram à tirania, como os muitos brasileiros que encontraram em seu país asilo contra a opressão. Minha amiga Michelle superou grandes dificuldades pessoais e soube transformá-las em exemplo e lição de vida”.
Militante do Partido Socialista desde a juventude, Michelle Bachelet tem história marcada pela resistência à ditadura em seu país. Filha de um general da Força Aérea morto durante o regime de Augusto Pinochet, ela e a sua mãe chegaram a ser perseguidas e presas.
Foi eleita presidente do Chile como candidata da situação, apoiada pela coligação de centro-esquerda Concertación por la Democracia (composta pelos Partidos Democrata Cristão, Socialista, pela Democracia Radical Social Democrata).
As informações são da Agência Brasil.
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