Brasil diminui desigualdade social

09/06/2006 Brasil diminui desigualdade social

A conclusão é de que a desigualdade social atingiu o seu menor nível desde o Censo realizado em 1960.
A adoção de políticas públicas e os reajustes dos benefícios pagos pela Previdência Social foram apontados pela pesquisa como fatores que vêm produzindo uma “brutal redução” nas desigualdades sociais no Brasil.

O estudo chama-se “O Crescimento Pró-pobre: o Paradoxo Brasileiro”. Uma das conclusões é de que o Estado brasileiro fez uma clara opção pelos mais pobres, com o objetivo de melhorar as condições de vida dessa população.
O trabalho da FGV foi em conjunto com pesquisadores da Organização das Nações Unidas (ONU), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE). O estudo indica que o país vem avançando, desde o início da década, na redução da distância entre pobres e ricos, alcançando o seu menor nível em 2004 (segundo ano do governo Lula).

No período de 2001 a 2004, a renda total do brasileiro caiu 1,35% ao ano. Entre as classes menos favorecidas, entretanto, a renda aumentou 3,07%. Os pesquisadores isolaram o ano de 2004 para verificar o impacto desse ano no período analisado. Constataram que enquanto a renda média do brasileiro cresceu 3,6% a dos mais pobres aumentou 14,1%. Aconteceu em 2004 o que o economista Marcelo Néri (chefe do Centro de Pesquisas Sociais – FGV) classifica como um ano “espetacular do ponto de vista da distribuição de renda, um ano atípico na história do país”. Segundo ele, hoje em dia o nível de desigualdade brasileira é o mais baixo das séries históricas.

São muitos os programas sociais que contribuem para esse resultado. O Bolsa-Família que já atende a 9,2 milhões de famílias é uma das ações mais importantes. Há que se considerar, também, os aumentos reais do salário-mínimo que, este ano, alcançou o maior poder de compra dos últimos 25 anos. Outro fator importante é a geração de empregos com carteira assinada. Já foram criados mais de 4 milhões de empregos no atual governo. É preciso destacar os investimentos na agricultura familiar, nos programas de primeiro emprego, dentre muitas outras políticas públicas.
Resultados bem melhores ainda serão aferidos nas próximas pesquisas porque, nos anos 2005 e 2006, houve um aprofundamento da ação governamental na área social.

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