Biodiesel e inclusão social

30/04/2007 Biodiesel e inclusão social

Embora o acordo de cooperação assinado seja relacionado ao etanol (álcool combustível), desenvolvido ao longo de 30 anos, ampliam-se as possibilidades de expansão do biodiesel, em implantação no país. O Ceará deu um passo à frente com a decisão do governador Cid Gomes de investir no Programa do Biodiesel, em convênio com o governo federal.

Além da importância ambiental, o Programa Biodiesel Ceará tem um forte componente social. Sua perspectiva de inclusão e geração de renda no campo é fator relevante para garantir uma vida melhor aos trabalhadores da agricultura familiar. O produtor terá incentivo e financiamento para plantar mamona, consorciada com o feijão – o que lhe renderá uma complementação de renda.

O governo do Ceará destinou R$ 11 milhões para incentivar o plantio. O governo federal disponibilizou mais R$ 7,5 milhões para a construção de 15 miniusinas em municípios próximos às unidades da Petrobras. O Banco do Brasil e o BNB já estão financiando o plantio (R$ 1.500,00 a R$ 32 mil) pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Quatro ações básicas estão sendo oferecidas aos produtores cearenses: distribuição de semente selecionada de mamona, incentivo de R$ 150,00 por cada novo hectare plantado (máximo de três), garantia de preço mínimo de R$ 0,70 por quilo do grão e assistência técnica.

A meta é que o Ceará chegue a 150 mil hectares de mamona plantados (40 mil este ano). Se para cada hectare plantado, gera-se um emprego direto, prevê-se a criação/manutenção de trabalho para 150 mil agricultores familiares.
O exemplo do Próálcool nos serve de alerta. Para garantir a inclusão social que tanto queremos os incentivos serão, única e exclusivamente, para a agricultura familiar.

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