Barreiras econômicas dificultam combate à fome e ao terrorismo
Poucas horas antes da chegada do presidente norte-americano, George W. Bush ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quinta-feira (8) a redução dos subsídios “nefastos” dados pelo governo dos Estados Unidos aos agricultores americanos.
O governo brasileiro defende que esse é um dos fatores necessários para o avanço da Rodada de Doha. Lula disse ainda que sem acordo na área comercial que possibilite o desenvolvimento dos países mais pobres, não será fácil combater a pobreza e o terrorismo.
“Se não houver acordo para possibilitar uma chance aos países pobres do planeta nós não iremos combater com muita facilidade nem a pobreza, nem a fome e muito menos o terrorismo”, disse.
Para a conclusão da Rodada de Doha, iniciada em 2001 e que deveria ser concluída em 2004, Lula pediu a flexibilização do acesso ao mercado agrícola europeu. Em troca, Brasil e os países do G-20 fariam um oferta melhor para o acesso aos produtos industrias e serviços.
“Está na hora de uma decisão política. Queremos que a União Européia flexibilize o acesso ao mercado agrícola dos países mais pobres. E nem falo do Brasil, que tem competitividade na área agrícola. O que nós queremos é que os Estados Unidos diminuam os subsídios, tão importante para os agricultores norte-americanos, mas tão nefastos para o livre comércio”, disse.
A solicitação foi feita ao presidente da Alemanha, Horst Koehler, que está em visita oficial ao país. Lula prometeu conversar sobre o mesmo tema com o colega americano amanhã.
“A Rodada de Doha representa a única chance para atacarmos esses males em escala mundial”, completou Lula.
Para Koehler, a conclusão da Rodada de Doha é uma prioridade para o governo alemão.
“Há muita insegurança no globo. É preciso emitir um sinal e confiança e o comércio internacional é capaz de cooperar. Os que alimentam o terrorismo é realmente preciso nos contrapormos a isso com desenvolvimento comercial e combatermos a pobreza”, disse o presidente alemão.
A Rodada Doha foi iniciada em 2001 e deveria ser concluída em 2004. O objetivo era o fim dos subsídios agrícolas e das tarifas de importação restritivas que impedem o acesso dos produtos agrícolas de países mais pobres aos mercados europeu e norte-americano. Em trocas, esses países abriram o mercado de bens industrializados e serviços.
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