Banco do Brasil: concessão de crédito cresce 15% em 2005 e supera os R$ 100 bilhões
Esse resultado consolidou a posição do banco de líder na concessão de crédito no país com 15,3% de participação no mercado. Os recursos destinados pelo BB para empréstimos beneficiam pessoas físicas e micro e pequenas empresas, favorecem o financiamento do agronegócio e da produção dos agricultores familiares, bem como as exportações brasileiras e outras atividades produtivas que promovem o desenvolvimento regional.
Somente para empresas o banco liberou, em 2005, créditos que totalizam R$ 38,5 bilhões, um incremento de 15,3% em relação ao ano anterior. Desse montante, R$ 20,7 bilhões ou 53,7% foram direcionados para micro e pequenas empresas. Para financiar o comércio exterior, o Banco do Brasil aprovou 32 mil contratos no valor total de R$ 11,9 bilhões, R$ 2,9 bilhões a mais que o liberado em 2004.
Já o crédito utilizado por pessoas físicas alcançou o saldo de R$ 18,4 bilhões, aumento de 14,3% em comparação com o ano anterior.
Agronegócio e Agricultura familiar
A carteira de crédito destinada ao agronegócio atingiu R$ 35,7 bilhões em 2005 – crescimento de 18,9% em relação a 2004. Esse incremento mostra que o banco manteve a parceria com o setor atingido no ano passado pela perda de produção em decorrência de longos períodos de seca, pela baixa cotação no preço das commodities (produtos agropecuários e minérios cotados internacionalmente, como soja e suco de laranja) e pela valorização do real frente ao dólar.
O banco ainda prorrogou dívidas do setor no valor de R$ 2,7 bilhões.
Para os agricultores familiares o BB liberou R$ 4,3 bilhões ano passado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O programa do governo federal financia o custeio e investimento de atividades produtivas de pequenos agricultores em todo o país.
Fundo constitucional
Outro investimento do Banco se refere ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Para o fundo o BB aplicou R$ 1,5 bilhão em 2005 atendendo a 47,3 mil beneficiários. Desse total 45,5 mil contratos no valor de R$ 1 bilhão foram para produtores rurais.
As operações com empresas somaram 1,8 mil contratos e R$ 500 milhões aplicados. O saldo das operações de FCO, desde que foi criado, totalizou R$ 6,3 bilhões. Os Fundos Constitucionais, como o do Centro-Oeste, foram criados em 1989 para promover o desenvolvimento econômico e social das regiões beneficiadas por meio de programas de financiamento aos setores produtivos.

Fonte: Em questão
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