Bancada do PT retoma debate sobre reforma política nesta quinta-feira
Reunidos hoje, os líderes partidários na Câmara decidiram elaborar uma nova proposta de reforma política com as sugestões das bancadas de todos os partidos. A previsão é de que a matéria comece a ser apreciada na semana que vem em plenário.
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), afirmou que a reunião de quinta-feira será para “aprofundar o debate” sobre o tema. “Como a reforma política não é uma proposta pronta e nem acabada no Parlamento, tampouco entre os parlamentares do PT, a coordenação da bancada resolveu discutir novamente este tema”, disse.
Luiz Sérgio quer a primazia do assunto na pauta da bancada. “Como líder da bancada, quero insistir em que os deputados do PT coloquem como prioridade de sua agenda o debate sobre a reforma política”, ressaltou.
A reunião da bancada está marcada para esta quinta-feira (24), às 9h, em local a ser definido.
Financiamento público
O líder do PT disse que as mudanças no sistema de financiamento eleitoral são mais urgentes do que a instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito para investigar os crimes e irregularidades descobertos nas operações Furacão e Navalha, da Polícia Federal.
Luiz Sérgio aponta a “busca incessante” de recursos para campanhas eleitorais como uma das principais causas dos fatos apurados pela PF. “Muito melhor do que uma CPMI seria o Congresso acelerar a reforma política”.
Para Luiz Sérgio, o financiamento público de campanhas contribuiria para reduzir esses casos. Ele acredita, no entanto, que o financiamento público só será eficaz se for combinado com a adoção das listas partidárias fechadas. O líder do PT lembra, entretanto, que a mudança no sistema de escolha dos candidatos pelos partidos ainda é polêmica e vários parlamentares condenam alterações no atual sistema.
Hoje, pelo sistema de listas abertas, o eleitor vota no candidato que quiser da lista dos partidos para um determinado pleito. No sistema de listas fechadas, o eleitor não vota em um candidato, mas apenas em uma lista predefinida pelo partido.
As reivindicações de mudança no processo orçamentário, segundo ele, também não resolverão os casos de corrupção. Ele lembrou que o Congresso já fez mudanças nas normas de funcionamento da Comissão Mista de Orçamento e de tramitação da proposta orçamentária. Em sua opinião, o orçamento constitui apenas um dos focos do problema, já que as investigações da PF apontam irregularidades em instituições financeiras e até mesmo nos tribunais de contas estaduais.
Agência Informes (www.informes.org.br)
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