Atividade complementar
Embora o MEC não estipule um percentual exato, cabendo às instituições fazê-lo, as atividades complementares estão cada vez mais presentes no dia-a-dia acadêmico. O MEC avalia que a existência dessas atividades deve compor a base curricular de cada curso.
Algumas instituições têm uma carga horária mínima obrigatória estabelecida para a realização das atividades complementares, porém, nos Estados onde a Diretriz Curricular não determina percentual, o número mais adequado é ditado pelo regulamento interno de cada faculdade ou universidade. De forma geral, as instituições estão adotando entre 5% a 20% da carga horária com as atividades complementares.
Essas atividades possibilitam a aproximação dos alunos com os conteúdos práticos, além de enriquecer o currículo pessoal e profissional dos estudantes. As atividades complementares contribuem para a formação cidadã e o aperfeiçoamento profissional. Os estudantes exercitam a teoria e a prática e têm a oportunidade de manter contato com o mercado de trabalho, com a comunidade, com pessoas de diferentes culturas e níveis sociais.
A criatividade, a autonomia e a liderança são freqüentemente exercitadas pelos estudantes quando estão inseridos nas atividades complementares. Recursos como filmes, palestras, debates e visitas técnicas são os mecanismos mais utilizados pelas instituições superiores. As atividades complementares também permitem que os estudantes criem e participem de projetos e programas sociais.
Existem estudos que avaliam o desempenho dos estudantes nesse tipo de atividade. A eficiência de absorção do conhecimento é de aproximadamente 80% quando se vê, ouve, faz e experimenta. Para efeito de comparação, a eficiência de absorção cai para 50% quando apenas se vê e ouve, retirando do aluno a condição de avaliar o conhecimento na prática.
As atividades complementares também ajudam o aluno a desenvolver sua autonomia, por meio de novas experiências acadêmicas e de relacionamento. Por outro lado, a universidade ajuda a expandir o horizonte intelectual dos alunos. Isso aumenta as possibilidades de sucesso do jovem tanto na vida profissional quanto na vida pessoal.
Portanto, é importante que as instituições superiores que ainda não têm em seus currículos a promoção de atividades complementares, que o façam o quanto antes, porque os ganhos para os estudantes e para as próprias instituições são enormes.
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