Arlindo Chinaglia é o novo presidente da Câmara dos Deputados

02/02/2007 Arlindo Chinaglia é o novo presidente da Câmara dos Deputados

Ele obteve a preferência de 261 dos 510 parlamentares votantes e venceu a disputa em segundo turno contra Aldo Rebelo (PCdoB), que teve 243 votos. Houve seis abstenções.

Chinaglia e Aldo são representantes da base governista e passaram ao segundo turno com 236 e 175 votos, respectivamente, contra 98 do candidato da oposição, Gustavo Fruet (PSDB), que, assim, foi eliminado no primeiro turno.

Histórico

Arlindo Chinaglia está desde 1996 entre os cem parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

O ranking enumera aqueles que conduzem o processo legislativo. São deputados e senadores que definem a agenda, formulam, articulam decisivamente nos bastidores e formam opinião. Ele figura ainda entre os “Dez Mais” da Câmara e do Senado, publicação também elaborada pelo Diap.

Na campanha à Presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia assume o compromisso de lutar para resgatar a “autoridade política” da Casa. “É fundamental para qualquer país um Legislativo atuante, soberano e respeitado”, afirma. Caso eleito, o petista pretende promover “uma gestão democrática que garanta o espaço político de todos, sem distinção”.

Arlindo Chinaglia foi presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Integrou como titular as comissões de Constituição e Justiça; Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; Minas e Energia; Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e Seguridade Social e Família.

O petista participou das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) criadas para investigar a relação entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a empresa Nike; a Fabricação de Medicamentos; os Planos de Saúde; a Mortalidade Materna; e o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).

Logo que assumiu o primeiro mandato, Chinaglia provou que a concorrência do Sivam foi dirigida. Ele denunciou que a empresa Esca, coordenadora do projeto, havia fraudado guias do INSS no valor de R$ 8 milhões – o que levou ao afastamento dessa empresa do Projeto Sivam.

Durante os dois primeiros mandatos na Câmara, Arlindo Chinaglia atuou prioritariamente na área de Seguridade Social. Revelou à sociedade os maiores devedores do INSS e participou do debate da reforma da Previdência na comissão especial da proposta de emenda à Constituição nº 33/95.

Entre 2001 e 2002, licenciou-se da Casa para exercer o cargo de secretário das Subprefeituras de São Paulo, na gestão Marta Sublicy (PT). Antes de ser eleito deputado federal, havia sido deputado estadual por São Paulo (1991-1994).

Formado em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB), o petista tem especialização em saúde pública e clínica médica. A militância em sua área profissional tornou Chinaglia referência nos temas ligados à Seguridade Social. Ele trabalhou no Inamps de São Paulo e no Hospital do Servidor Público Estadual.

Foi presidente do Sindicato dos Médicos (1984-1990) de São Paulo, vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (1985-1988) e membro da Direção Nacional da CUT (1983-1994). Fliado ao PT desde 1980, Arlindo Chinaglia presidiu o Diretório Regional em São Paulo. Foi secretário-geral do partido, do qual é fundador.

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