Seguro contra a seca beneficiou mais de 1,5 milhão de agricultores familiares

09/12/2005 Seguro contra a seca beneficiou mais de 1,5 milhão de agricultores familiares

A afirmação foi feita ontem (7) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, durante o primeiro balanço do Seaf (Seguro da Agricultura Familiar), criado em 2004 e implantado na última safra.

Até o final de novembro, segundo Rossetto, foram repassados mais de R$ 800 milhões para indenizar os agricultores que tiveram perdas na lavoura. O valor, disse, atendeu mais de 300 mil famílias com indenizações do Seaf e do Bolsa Estiagem, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

“A grande novidade é que, pela primeira vez na história do Brasil, há um seguro permanente da agricultura familiar que assegure, em caso de perda total da lavoura, a quitação plena do financiamento bancário”, afirmou o ministro.

Ele disse que, com a nova política, o agricultor não fica devendo no banco no momento de maior dificuldade, podendo buscar novos financiamentos para recuperar a sua atividade produtiva.
“Ao mesmo tempo, ele recebe uma renda indenizada pelo seu trabalho”, destacou.

O ministro ressaltou ainda que ao criar o Seaf o governo está reconhecendo a importância para o país da produção de alimentos dos agricultores familiares e apoiando a continuidade desse trabalho.
“Nós estamos fazendo todo o esforço para apoiar a qualificação da lavoura, com os programas de zoneamento agrícola, de micro zoneamentos e de qualificação das sementes, de forma que o agricultor tenha cada vez mais uma boa produtividade, uma maior renda e uma melhor segurança na sua lavoura”.

Segundo o ministério, a estiagem do verão passado atingiu 80% dos municípios do Rio Grande do Sul, 30% dos de Santa Catarina e 10% dos do Paraná.

O Rio Grande do Sul teve o maior número de beneficiários e de valores pagos pelos dois programas. No Seaf foram atendidas 138.235 famílias, totalizando R$ 466,5 milhões. No Bolsa Estiagem 62,2 mil agricultores, representando R$ 18,6 milhões.

“O total aportado no setor primário do Rio Grande do Sul pelo governo federal, através do Seaf, é maior que o volume reservado para investimentos pelo governo do Estado em 2005, de R$ 333 milhões, e seis vezes o valor de investimentos totais da secretaria estadual da Agricultura, de R$ 74 milhões”, comparou Rossetto.

Em Santa Catarina, 31,8 mil famílias receberam o Seaf, somando R$ 98,3 milhões; e outras 20,8 mil foram auxiliadas pelo Bolsa Estiagem, num total de R$ 6,2 milhões.

No Paraná, os dados apontam 23 mil famílias indenizadas pelo Seaf, no valor de R$ 86,5 milhões, e 14 mil bolsas Estiagem concedidas, somando mais de R$ 4 milhões. Outros 12 Estados tiveram agricultores beneficiados.

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